Estudo mostra quais comunidades indĂ­genas do Acre sofrem com conflitos por terra

Por Rebeca Martins, ContilNet 21/04/2023

Nesta segunda-feira (17), os dados sobre os Ă­ndices anuais de violĂȘncia no campo foram expostos pela ComissĂŁo Pastoral da Terra (CPT). Quatro estados da AmazĂŽnia Legal, incluindo o Acre, foram os que tiveram os nĂșmeros mais elevados em conflitos. 

O CPT divulga na pesquisa os fatores causadores desses Ă­ndices. Em 2022, os fazendeiros representam 23% das ocorrĂȘncias de conflito por terra, na sequĂȘncia vem o governo federal, com 16%, empresĂĄrios com 13% e grileiros 11%. O governo foi o que mais se “destacou”, jĂĄ que em 2021 representavam 10% e no ano passado deram o salto para os 16%.

A anĂĄlise da AgĂȘncia Brasil, mostra que as regiĂ”es de fronteira agrĂ­cola na AmazĂŽnia tĂȘm registrado um avanço nos conflitos. Como por exemplo a Zona de Desenvolvimento SustentĂĄvel (ZDS) AbunĂŁ-Madeira (Amacro), que engloba 32 municĂ­pios localizados no Acre, sul do Amazonas e noroeste de RondĂŽnia.

O local apresenta elevação nas estimativas de conflitos por terra nos Ășltimos anos, tendo como foco sobretudo comunidades tradicionais, como territĂłrios indĂ­genas. Em 2022, foram registrados 150 casos de conflitos por terra nessa regiĂŁo especificamente, o terceiro nĂșmero mais alto dos Ășltimos dez anos, segundo a CPT.

“A comissĂŁo tem observado que, de 2004 para cĂĄ, estĂĄ havendo mudança no foco desses conflitos, que deixaram de ser, em sua grande maioria, com os sem-terra, de disputa pela terra e contra a reforma agrĂĄria, para conflitos que vĂŁo para cima das comunidades, especialmente indĂ­genas, por meio da grilagem mesmo ou invasĂ”es”, ressalta Isolete Wichinieski, da coordenação nacional da CPT.

Ainda conforme a CPT, no estado do Acre, existem cerca de 44 ĂĄreas atingidas por esses conflitos agrĂĄrios.

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Estudo mostra quais comunidades indĂ­genas do Acre sofrem com conflitos por terra

Foto: Reprodução

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