O MinistĂ©rio do Desenvolvimento e AssistĂŞncia Social, FamĂlia e Combate Ă Fome (MDS) confirmou neste sábado (5) o bloqueio de verbas previamente orçadas para bancar o pagamento do AuxĂlio Gás, um dos programas sociais do governo. A pasta, contudo, negou a interrupção no pagamento do benefĂcio.


O bloqueio de verbas do AuxĂlio Gás foi informado ao Congresso Nacional por meio de um decreto, em 28 de julho, e revelado nesta semana pelo jornal O Estado de S. Paulo, com base em levantamento da Associação Contas Abertas, dedicada a acompanhar os gastos pĂşblicos.
O governo foi obrigado a contingenciar recursos em razão do limite estabelecido pelo teto de gastos de 2023, ainda em vigor. O valor total bloqueado é de R$ 1,5 bilhão. O corte temporário atinge dez pastas, e Saúde e Educação correspondem a metade dos valores retidos.
No caso do MDS, foram contingenciados R$ 144 milhões. A pasta informou ter remanejado o orçamento de modo a nĂŁo afetar os pagamentos de programas sociais. No caso do AuxĂlio Gás, o ministĂ©rio afirmou que a despesa bloqueada “sĂł será executada no mĂŞs de dezembro”, e que atĂ© lá a expectativa Ă© que todos os valores sejam liberados.
“Caso o desbloqueio do Orçamento Federal seja insuficiente, o MDS fará um remanejamento de recursos de outras ações discricionárias para garantir o pagamento do AuxĂlio Gás, cumprindo a diretriz do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de fazer os recursos federais chegarem a quem mais precisa”, diz a nota do MDS.
Hoje o AuxĂlio Gás Ă© um programa que funciona de modo auxiliar ao Bolsa FamĂlia e Ă© pago a cada dois meses, no valor de um botijĂŁo de gás. Em abril, por exemplo, o valor pago foi de R$ 110 para 5,7 milhões de famĂlias, de acordo com dados do MDS.
O bloqueio de gastos também poderá ser revisto caso seja aprovado em definitivo no Congresso o novo arcabouço fiscal, com o qual o governo pretende substituir as regras do teto de gastos, que foram aprovadas em 2016, no governo de Michel Temer.
O novo arcabouço fiscal já foi aprovado na Câmara, mas é agora reanalisado pelos deputados após o texto ter sofrido alterações no Senado.

