O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu, nesta terça-feira (12), que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais RenovĂĄveis (Ibama) acelere a concessĂŁo de licenciamento ambiental para que a Petrobras perfure poços de petrĂłleo na foz do Rio Amazonas. A regiĂŁo da Margem Equatorial, no estado do AmapĂĄ, Ă© apontada como de grande potencial petrolĂfero.

âO Ibama deve dar celeridade a esse processo para que nĂłs nĂŁo possamos continuar perdendo tempo na questĂŁo de diagnosticar qual que a real capacidade de produção na Margem Equatorial de petrĂłleo e gĂĄs e, consequentemente, seus derivadosâ, disse Silveira apĂłs participar de um evento sobre energia eĂłlica na capital paulista. O ministro pediu âmaior sensibilidade da direção do Ibama nessa questĂŁo da margem equatorialâ.

Foto Lula Marques/ AgĂȘncia Brasil
Em maio, o Ibama negou o pedido da Petrobras para realizar atividade de perfuração marĂtima na bacia da Foz do Amazonas, o chamado bloco FZA-M-59. Segundo o ĂłrgĂŁo, a decisĂŁo foi tomada âem função do conjunto de inconsistĂȘncias tĂ©cnicasâ para a operação segura em uma nova ĂĄrea exploratĂłria.
O entendimento da equipe tĂ©cnica que elaborou o parecer diz que a Petrobras nĂŁo apresentou uma avaliação ambiental de ĂĄrea sedimentar (AAAS). Essa avaliação permite identificar ĂĄreas em que nĂŁo seria possĂvel realizar atividades de extração e produção de petrĂłleo e gĂĄs em razĂŁo dos graves riscos e impactos ambientais associados.
Nesta terça-feira, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, defendeu a decisĂŁo do Ibama em relação a exploração de petrĂłleo na regiĂŁo da foz do Amazonas. Segundo a ministra, o pedido da petrolĂfera nĂŁo foi aceito por questĂ”es tĂ©cnicas. âA licença nĂŁo foi dada em razĂŁo de insuficiĂȘncias no estudo de impacto ambiental e nas soluçÔes apresentadasâ, afirmou Marina durante audiĂȘncia pĂșblica na ComissĂŁo de Infraestrutura do Senado para debater o tema.
Energia eĂłlica offshore
Silveira disse ainda que pretende aprovar atĂ© o fim do ano um marco legal para exploração de energia eĂłlica em alto-mar. âTenho atuado diretamente na articulação junto ao Congresso Nacional para avançarmos, enfim, nas tratativas para a instituição de um marco legal para as eĂłlicas offshoreâ, disse.
No prĂłximo encontro do Conselho Nacional de PolĂtica EnergĂ©tica (CNPE), que acontece em dezembro, o ministro pretende aperfeiçoar as normas existentes sobre o tema, de modo a facilitar esse tipo de investimento. âVamos lançar tambĂ©m as bases para um mapa de açÔes que compreenderĂŁo novos normativos e melhorias no arcabouço regulatĂłrio infralegal existente. Vamos garantir maior clareza para o fluxo de aprovaçÔes no processo de cessĂŁo de ĂĄreas no mar e o desenho de polĂticas pĂșblicas para a promoção de investimentos e desenvolvimento dessa tecnologia no Brasilâ, acrescentou.

