11 de junho de 2024

Ex-deputado Chico Sombra enfrenta o vírus da Covid-19 após contrair outras doenças graves

Ex-parlamentar teve três mandatos e chegou a apresentar propostas polêmicas, como o conhecido “Projeto Rabo Preso”

Aos 74 anos de idadde, o ex-deputado estadual Francisco Lopes Pessoa, o “Chico Sombra”, natural de Tarauacá, interior do Acre, está enfrentando novamente problemas graves de saúde. Ex-seringueiro e seringalista, com patrimônio superior a R$ 5 milhões em vastas terras na região dos rios Tarauacá e Muru, o ex-seringalista e ex-comerciante testou positivo para a Covid-19 após ter enfrentado outras doenças não menos graves.

As informações sobre a fragilidade de sua saúde foram dadas nesta tarde de segunda-feira (20), por telefone, pelo próprio ex-deputado. “Enfisema pulmonar crônica, coração com 7 stands”, disse o ex-deputado estadual em suas redes sociais. “Agora, para completar, Covid-19. Cuidem de sua saúde”, acrescentou.

Ele também sofreu outros problemas de saúde/ Foto: Reprodução

Deputado estadual eleito pela primeira vez em 1986, Sombra exerceu o primeiro mandato como um dos vice-líderes da oposição ao Governo Flaviano Melo, cujo líder na Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), era ninguém menos que o então deputado estadual Edmundo Pinto, que se elegeria governador do Estado em 1990 e seria assassinado em 1992, em pleno exercício do cargo em São Paulo. Sombra foi, além de aliado, um amigo pessoal do governador assassinado.

O deputado se reelegeria ainda para os mandatos de 1990 a 1994. Na segunda eleição, junto com a eleição do ex-prefeito de Cruzeiro do Sul, Orleir Cameli, para o governo do Estado. Sombra também foi amigo de Orleir Cameli, falecido em maio de 2013.

Ele ainda seria reeleito para mais um mandato, de 1994 a 1998. Depois de derrotado na busca por um quarto mandato, Sombra voltou a disputar a Prefeitura de Tarauacá e novas vagas na Aleac, mas não mais conseguiu ser suficientemente lembrado pelo eleitorado.

Enquanto esteve na Aleac, foi um deputado polemico, com pautas conservadoras sobre o que hoje é conhecido como pauta de costumes. Chegou a apresentar um projeto de lei proibindo homossexuais de participarem de concursos públicos em âmbito estadual, o qual, por inconstitucionalidade, foi derrubado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Aleac antes mesmo de ser analisado. No entanto, o projeto ficou famoso e conhecido pelo apelido jocoso de “Rabo Preso”, nomenclatura dada pelo colunista político Luiz Carlos Moreira Jorge, o “Crica”.

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