Vírus altamente contagioso tem sido o principal responsável pelos casos de infecções respiratórias em crianças

Segundo o último boletim da Fiocruz, o vírus chamado sincicial, mais conhecido como VSR, é responsável por 58% dos casos de síndrome respiratória aguda grave

Por G1 04/05/2024

Um vírus altamente contagioso tem sido o principal responsável pelos casos atuais de infecções respiratórias em crianças.

Primeiro, a Valentina foi parar na UTI. Agora, Ă© o irmĂŁo gĂŞmeo, o Enrico, que continua internado. Foi o agravamento dos sintomas da bronquiolite que mandou os dois para o hospital. A mĂŁe, a enfermeira Fabiana Vilela Nascimento, estava atenta.

“A piora Ă© muito rápida. Ela de manhĂŁ estava bem, um pouquinho cansada. Ă€ noite, eu tive que vir correndo aqui para o hospital. [O alerta foi a] parte respiratĂłria, respiração curta, barriguinha afundando. O Enrico ficou em casa. A gente ficou acompanhando, mas aĂ­ teve uma piora dessa parte respiratĂłria, desse cansaço, e aĂ­ a gente teve que trazer ele no sábado tambĂ©m”, conta Fabiana.

Os hospitais infantis estão lotados de casos como o dos gêmeos. O principal causador de bronquiolite é um vírus respiratório chamado sincicial, mais conhecido como VSR. Segundo o último boletim da Fiocruz, ele é responsável por 58% dos casos de síndrome respiratória aguda grave. Em seguida, vêm os vírus influenza, causadores da gripe, em cerca de 25% dos casos. E o da covid, 8%.

virus

— Foto: iStock

Os sintomas são parecidos com um resfriado, e a maioria das pessoas se recupera em alguns dias. O VSR fica grave quando ataca quem é mais vulnerável.

“Ele Ă© um vĂ­rus que pode acometer, que pode infectar qualquer pessoa em qualquer faixa etária. Mas a grande diferença Ă© que, nas crianças, principalmente naquelas crianças com menos de 2 anos de idade, ele costuma causar uma doença chamada bronquiolite, que Ă© uma inflação das pequenas vias aĂ©reas, dos bronquĂ­olos, que sĂŁo aquelas ramificações finais dentro do pulmĂŁo. EntĂŁo, a criança tem dificuldade de respirar e fica com muita secreção”, diz Francisco Ivanildo de Oliveira, infectologista do Sabará Hospital Infantil.

Para evitar que o VSR e outros vírus respiratórios continuem se espalhando é importante lembrar das lições que aprendemos com a Covid. 

Em caso de sintomas de gripe, usar máscara e não mandar os pequenos para escola ou para creche, não circular com bebês em aglomerações e dar para as crianças todas as vacinas disponíveis.

A Anvisa aprovou no mês passado uma vacina contra o vírus sincicial aplicada em grávidas, que cria anticorpos que protegem os bebês nos primeiros meses de vida. Ela ainda não está disponível no Brasil, mas as vacinas contra gripe e Covid estão e podem proteger crianças a partir dos 6 meses.

“Os bebĂŞs ficam doentes muito rápido e tambĂ©m melhoram rápido, mas tem que ficar alerta”, conta Fabiana.

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