Homem Ă© condenado por matar esposa asfixiada na frente do filho e fingir suicĂ­dio

Homem havia ameaçado a vĂ­tima de morte um dia antes, segundo a polĂ­cia. Sentença foi agravada por conta do histĂłrico de violĂȘncia contra as suas duas ex-esposas

Por G1 23/10/2024 Ă s 10:49

A Justiça de RondĂŽnia condenou Claudeir Santana da Silva pelo crime de feminicĂ­dio. Ele foi acusado de matar a esposa, Tatiane dos Santos CĂąndido, de 33 anos, por asfixia na frente do filho. O caso aconteceu em abril de 2023, no municĂ­pio de Ji-ParanĂĄ (RO) e o caso foi julgado na Ășltima semana.

De acordo com a sentença, o homem foi condenado a 33 anos, sete meses e seis dias de prisĂŁo, inicialmente em regime fechado. O que agravou a pena do rĂ©u foi o histĂłrico de violĂȘncia contra as suas duas ex-esposas e aos filhos da vĂ­tima e pela prĂĄtica do feminicĂ­dio na presença de trĂȘs crianças. O jĂșri considerou que Claudeir premeditou a morte da mulher que convivia a cerca de seis anos.

Homem Ă© condenado por matar esposa asfixiada na frente do filho e fingir suicĂ­dio

Homem Ă© suspeito de simular suicĂ­dio da esposa em Ji-ParanĂĄ, RO — Foto: Redes Sociais/Reprodução

De acordo com a sentença, o rĂ©u agiu “de forma extremamente repugnante, demonstrando total frieza, inclusive passando a ideia de que ela teria cometido suicĂ­dio com a ingestĂŁo de remĂ©dios controlados”.

Na época do feminicídio, o marido da vítima contou que a mulher tomou remédios e deitou na cama para morrer, isso porque ela tinha depressão, o que levantou a hipótese de um provåvel suicídio. O fato que foi descartado durante as investigaçÔes e Claudeir se tornou o principal suspeito do crime.

Entenda o caso

Tatiane dos Santos Cùndido foi encontrada morta na casa onde morava na cidade de Ji-Paranå (RO) em abril de 2023. Na época, os policiais militares foram na casa do casal um dia antes do crime, quando a mulher informou que o marido havia ameaçado ela de morte.

Durante depoimento Ă  polĂ­cia, Claudeir apresentou inconsistĂȘncias na histĂłria narrada e levantou a possibilidade de um crime.

“O infrator achou que haveria um crime perfeito e crime perfeito não existe. Ele subestimou a polícia”, relatou o delegado do caso.

O exame feito pelo Instituto Médico Legal (IML) apontou que a mulher foi asfixiada até a morte. O laudo contestou a versão do marido de que a mulher teria retirado a própria vida. Claudeir Santana foi preso suspeito de ser o principal suspeito do crime.

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