As Forças Armadas passam por um novo episĂłdio de desgaste, com a prisĂŁo de quatro militares e o indiciamento de 25 integrantes, por envolvimento na tentativa de um golpe de Estado. A cĂșpula, no entanto, traçou uma estratĂ©gia para tentar blindar a instituição. A ideia Ă© âdistinguir o CPF do CNPJâ, ou seja, delimitar uma distĂąncia entre os militares envolvidos no golpe e as Forças Armadas em si.

Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo SĂ©rgio Nogueira sĂŁo indiciados por tentativa de golpe â Foto: Adriano Machado / Reuters, Pablo Valadares/CĂąmara dos Deputados, Cristiano Mariz/AgĂȘncia O Globo
O foco é reforçar o argumento de que uma minoria se envolveu no plano de golpe e também na orquestração de um projeto para assassinar Lula, Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
A ideia Ă© enfatizar os trabalhos que as Forças realizam no paĂs, que vĂŁo desde a repatriação de cidadĂŁos em meio a conflitos internacionais Ă atuação em tragĂ©dias, como as enchentes no Rio Grande do Sul.
O nome apontado como a maior decepção por integrantes das Forças Ă© o general da reserva Walter Braga Netto, colocado pela PolĂcia Federal como o principal artĂfice do golpe de Estado. Para integrantes da cĂșpula militar, ele exemplifica como Jair Bolsonaro âcooptouâ parte da caserna com seu discurso âmessiĂąnicoâ.
Como informou a coluna, a avaliação entre militares de alta patente Ă© que houve um âestrago terrĂvelâ para a imagem das Forças com a revelação de que militares orquestraram um plano para assassinar as maiores autoridades da RepĂșblica.

