A estratégia das Forças Armadas na crise causada pelo indiciamento e prisão de militares

Por O Globo 23/11/2024 Ă s 09:46

As Forças Armadas passam por um novo episĂłdio de desgaste, com a prisĂŁo de quatro militares e o indiciamento de 25 integrantes, por envolvimento na tentativa de um golpe de Estado. A cĂșpula, no entanto, traçou uma estratĂ©gia para tentar blindar a instituição. A ideia Ă© “distinguir o CPF do CNPJ”, ou seja, delimitar uma distĂąncia entre os militares envolvidos no golpe e as Forças Armadas em si.

A estratégia das Forças Armadas na crise causada pelo indiciamento e prisão de militares

Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo SĂ©rgio Nogueira sĂŁo indiciados por tentativa de golpe — Foto: Adriano Machado / Reuters, Pablo Valadares/CĂąmara dos Deputados, Cristiano Mariz/AgĂȘncia O Globo

O foco é reforçar o argumento de que uma minoria se envolveu no plano de golpe e também na orquestração de um projeto para assassinar Lula, Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

A ideia é enfatizar os trabalhos que as Forças realizam no país, que vão desde a repatriação de cidadãos em meio a conflitos internacionais à atuação em tragédias, como as enchentes no Rio Grande do Sul.

O nome apontado como a maior decepção por integrantes das Forças Ă© o general da reserva Walter Braga Netto, colocado pela PolĂ­cia Federal como o principal artĂ­fice do golpe de Estado. Para integrantes da cĂșpula militar, ele exemplifica como Jair Bolsonaro “cooptou” parte da caserna com seu discurso “messiĂąnico”.

Como informou a coluna, a avaliação entre militares de alta patente Ă© que houve um “estrago terrĂ­vel” para a imagem das Forças com a revelação de que militares orquestraram um plano para assassinar as maiores autoridades da RepĂșblica.

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