Bolsonaro: “Sou candidato atĂ© minha morte polĂ­tica ser para valer”

Em entrevista Ă  coluna, Jair Bolsonaro afirmou que, embora inelegĂ­vel, serĂĄ candidato atĂ© que sua “morte polĂ­tica seja anunciada para valer”

Por MetrĂłpoles 13/11/2024 Ă s 11:36

O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou, em entrevista exclusiva Ă  coluna, que, apesar de estar inelegĂ­vel atĂ© 2030, seguirĂĄ como candidato Ă  PresidĂȘncia da RepĂșblica atĂ© que sua “morte polĂ­tica seja anunciada para valer”.

Bolsonaro disse ter certeza de que “não errou” nos dois episódios que levaram à sua inelegibilidade: a reunião com embaixadores na qual criticou as urnas eletrînicas e a participação na manifestação do 7 de Setembro em 2022.

“A resposta Ă© a mesma: essa partĂ­cula ‘se, caso, talvez’ nĂŁo existe. Eu sou candidato atĂ© que a minha morte polĂ­tica seja anunciada para valer. Eles nĂŁo tĂȘm argumento para me tirar da polĂ­tica. A nĂŁo ser o poder, a força de arbitrariedades contra a minha pessoa. Repito: qual a acusação contra mim? Que eu fiz de errado para nĂŁo disputar uma eleição? E, se eu sou tĂŁo mal assim, deixa eu disputar para perder. É muito simples. Ou estĂŁo com medo da minha candidatura?”, disse o ex-presidente em entrevista concedida na terça-feira (12/11).

Bolsonaro: “Sou candidato atĂ© minha morte polĂ­tica ser para valer”

Ex-presidente Jair Bolsonaro/Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O ex-mandatårio disse acreditar que conseguirå reverter sua inelegibilidade na Justiça ou até mesmo por meio do Congresso Nacional, onde seus aliados também articulam projeto nesse sentido.

Essa crença no Legislativo, segundo Bolsonaro, está relacionada aos “ventos da democracia” que estariam soprando em direção à direita em todo o mundo, como na Argentina e nos Estados Unidos.

A aposta de Bolsonaro em Trump

O ex-presidente demonstrou apostar na ajuda de Donald Trump para conseguir ser candidato em 2026. Para Bolsonaro, Trump vai “investir” no Brasil porque sabe da influĂȘncia do paĂ­s na AmĂ©rica do Sul.

O ex-mandatário ponderou que o presidente eleito dos Estados Unidos tem preocupação com o avanço da esquerda na região e disse que a “grande arma” de Trump no Brasil será a defesa da liberdade de expressão.

O ex-chefe do PalĂĄcio do Planalto admitiu, porĂ©m, nĂŁo ter “essa liberdade toda” para conversar com Trump. Ele ressaltou, contudo, que seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP) tem liderado as conversas com o republicano.

“Eu nĂŁo tenho essa liberdade toda para conversar com ele, apesar de conhecer alguns assessores, que estĂŁo sendo prĂ©-anunciados para compor seu gabinete. Mas acredito que ele tenha um interesse enorme no Brasil, pelo seu tamanho, pelas suas riquezas, pelo que representa o nosso povo. E como um paĂ­s que realmente possa aqui, como exemplo, desequilibrar positivamente para a democracia, para a liberdade, toda a AmĂ©rica do Sul. EntĂŁo, ele vai investir no Brasil sim, no meu entender, no tocante a fazer valer os valores do seu povo, que Ă© muito semelhante ao nosso. Que, atravĂ©s da liberdade expressĂŁo, nĂłs possamos aqui sonhar e nĂŁo mergulharmos mais ainda numa ditadura que se avizinha”, declarou o ex-presidente brasileiro.

Leia a coluna completa aqui.

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