‘Vampira’ de 400 anos: cientistas reconstroem rosto de mulher enterrada com cadeado e foice na PolĂŽnia; veja imagens

Eles utilizaram impressĂŁo 3D, argila de modelagem e dados do DNA para recriar a imagem de Zosia, nome dado a ossada de uma jovem sepultada no norte da PolĂŽnia, encontrada em 2022.

Por G1 15/11/2024 Ă s 16:24

Um grupo de cientistas reconstruiu o rosto de uma mulher enterrada hĂĄ aproximadamente 400 anos. Eles utilizaram impressĂŁo 3D, argila de modelagem e dados do DNA para recriar a imagem de Zosia, nome dado a ossada de uma jovem sepultada no norte da PolĂŽnia.

Imagem Oscar Nilsson - Project Pien

O corpo dela – encontrada em 2022 – faz parte de dezenas de ossadas encontradas em uma regiĂŁo que ficou conhecida por, antigamente, habitantes enterrarem pessoas que identificam como “vampiros”. Tanto que ela foi encontrada com um cadeado no pĂ© uma foice de ferro no pescoço.

Segundo arqueologistas do Instituto Nicolaus Copernicus, acreditava-se anos atrås que foices, cadeados e certos tipos de madeira tinham propriedades mågicas e poderiam servir como proteção contra vampiros. O medo era que ela conseguisse voltar dos mortos.

A anĂĄlise do crĂąnio de Zosia sugere que ela sofria de um problema de saĂșde que pode ter causado desmaios e fortes dores de cabeça, alĂ©m de possĂ­veis problemas de saĂșde mental.

Reconstrução facial

A recriação do rosto, realizado pelo arqueĂłlogo sueco Oscar Nilsson e sua equipe, começou com a criação de uma rĂ©plica impressa em 3D do crĂąnio e, em seguida, construir gradualmente camadas de “mĂșsculo”, com argila, para formar um rosto realista.

Ele usa a estrutura Ăłssea combinada com informaçÔes sobre gĂȘnero, idade, etnia e peso aproximado para estimar a profundidade das caracterĂ­sticas faciais. O arqueĂłlogo acredita que ela tinha entre 18 e 20 anos quando morreu.

A Europa do sĂ©culo XVII – Ă©poca em Zosia viveu – foi devastada pela guerra. E esse foi, no ponto de vista do especialista, um dos principais motivos para se criar uma crença de medo sobre monstros sobrenaturais.

De todo modo, pouco se sabe sobre a vida dela, mas o arqueólogo afirma que ela pertencia a uma família rica — possivelmente nobre.

Nilsson disse querer trazer Zosia de volta “como humana, e nĂŁo como esse monstro em que ela foi enterrada […] É emocionante ver um rosto voltando dos mortos, especialmente quando vocĂȘ conhece a histĂłria dessa jovem”.

“É realmente irĂŽnico, [reconstruir esse rosto]. Essas pessoas que a enterraram, fizeram tudo o que podiam para evitar que ela voltasse dos mortos… e nĂłs fizemos tudo o que podĂ­amos para trazĂȘ-la de volta”, disse o arqueĂłlogo sueco Oscar Nilsson.

Reconstrução do esqueleto de jovem chamada de vampira — Foto: Oscar Nilsson - Project Pien

Reconstrução do esqueleto de jovem chamada de vampira — Foto: Oscar Nilsson – Project Pien

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