Paes nomeia auxiliar de Dilma no ‘banco dos Brics’, dirigente do PCdoB, para planejamento urbano

Elias Jabbour atuou em entidade presidida por Dilma Rousseff em Xangai e vai comandar instituto da prefeitura do Rio de Janeiro

Por EstadĂŁo 21/12/2024

 O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), confirmou nesta sexta-feira, 20, a escolha do professor Elias Jabbour para a presidĂȘncia do Instituto Pereira Passos, entidade de pesquisa da prefeitura da cidade voltada ao planejamento urbano.

Antes do convite para o cargo, Jabbour atuava na Diretoria de Pesquisas do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), em Xangai, na China. Chamada de “banco dos Brics”, a instituição Ă© presidida pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

O Brics Ă© um grupo de paĂ­ses emergentes, do qual o Brasil faz parte, e que atua em conjunto em fĂłruns multilaterais.

Elias Jabbour tambĂ©m Ă© integrante do comitĂȘ central do Partido Comunista do Brasil. “GeĂłgrafo, economista, professor, autor de livros em economia polĂ­tica, mestre e doutor pela USP
 Ufa! Mais uma fera que se junta ao time. Seja bem-vindo, Elias Jabbour”, anunciou Eduardo Paes, nas redes sociais.

O prefeito Eduardo Paes e o professor Elias Jabbour em foto de fevereiro
O prefeito Eduardo Paes e o professor Elias Jabbour em foto de fevereiro Foto: @eliasjabbour via X

Professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), ele Ă© especialista em socialismo e entusiasta do modelo chinĂȘs, Jabbour jĂĄ recebeu o Special Book Award of China, o principal prĂȘmio literĂĄrio chinĂȘs concedido a estrangeiros. Ele foi reconhecido pelo pelo livro “China: o Socialismo do SĂ©culo XXI”, escrito em parceria com Alberto Gabriele e publicado em 2021.

ApĂłs o anĂșncio feito pelo prefeito, crĂ­ticos de Paes e de Jabbour resgataram polĂȘmicas do pesquisador. Durante participação no podcast InteligĂȘncia Ltda, em 2022, o professor afirmou defender a pena de morte, no regime socialista, aplicada Ă queles que estiverem “a serviço de potĂȘncias estrangeiras”.

Jabbour diz que Estados revolucionĂĄrios nĂŁo devem permitir “subversĂŁo ao sistema”, porque podem ver a experiĂȘncia socialista “ir para o buraco”. Ele disse que defende a pena de morte no socialismo porque “apenas os pobres morrem no capitalismo”.

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