O pedido para a decretação do sigilo do processo foi feito pela defesa de Isaias da Costa, um dos denunciados pelo assassinato do jogador de futebol Thiago Oseas Tavares de 18 anos, por fazer o sinal de V em uma fotografia, foi negado.
Segundo o advogado de defesa, a solicitação foi fundamentada devido à grande repercussão do caso, que ele classificou como midiática, mas o juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Robson Aleixo, negou o pedido. A informação foi dada pela TV5 nesta quinta-feira (16).
CONFIRA: Justiça decreta prisão de quatro envolvidos no assassinato de jogador; veja quem são
Em sua decisão, o juiz disse que o pedido não encontra respaldo nos elementos presentes nos autos, especialmente considerando que a publicidade dos atos processuais é regra, conforme o princípio da transparência consagrado pela Constituição Federal.
LEIA TAMBÉM: Grupo acusado de assassinar jogador é preso pela PM; vítima teria morrido por engano
O magistrado destacou ainda, que para a imposição do sigilo, é necessário que se prove a efetiva necessidade de proteção da intimidade das partes ou de terceiros, o que não foi adequadamente demonstrado.
A decisão também garante o acesso aos autos, por todas as partes envolvidas e interessados.
Isaías da Costa, Francivaldo Barroso de Chaves, conhecido como “Abacate” e Pablo Rodrigo Farias são réus, em um segundo processo, que apura o assassinato de Thiago Tavares, de 18 anos.
O jogador do Santa Cruz do Acre, foi executado na madrugada de 31 de Abril do ano passado, após ter sido sequestrado de um festa, no Bairro Recanto dos Buritis, e é uma das vítimas que teria sido assassinada por causa de uma foto onde aparece fazendo o sinal V, de vitória ou paz, mas que se confunde com o sinal de uma facção criminosa, onde seus assassinos são da facção rival.
Os outros réus, Darcifran de Moraes, Eduino Júnior Kauã Cristyan Almeida Nascimento e Andrey Borges, foram pronunciados para responder pelo homicídio em Júri popular.