Preso na Central de Triagem do Presídio de Aparecida de Goiânia, em Goiás, acusado de matar Jeremias Lima de Souza, fundador e principal liderança do Bonde dos 13 na Cidade do Povo, o detento Bruno Augusto de Andrade teme sua transferência para o Complexo Penitenciário de Rio Branco ou qualquer outra unidade prisional do Acre, após receber ameaça de morte.

Detento que matou fundador do B13 teme transferência para presídio no Acre. Foto: Reprodução
O caso ocorreu em dezembro de 2024. Segundo informações da polícia, o motorista de um carro modelo Gol, de cor branca estava entrando no bairro para deixar a esposa, que trabalha em uma das escolas da região. Ao sair da escola com destino à rodovia BR-364, ele percebeu que uma motocicleta vermelha, com dois ocupantes, estava o seguindo. Ele decidiu ir até a 2ª Delegacia Regional de Polícia Civil para pedir ajuda.
Ao chegar na delegacia, o motorista encontrou novamente os dois homens, sendo eles Jeremias, que atirou contra o carro. O veículo foi perfurado por vários projéteis. Para tentar se proteger, o motorista deu ré no veículo, acertando a motocicleta. Na manobra, o carro passou por cima de Jeremias, que não resistiu e morreu no local. Após o ocorrido, o motorista abandonou o carro e fugiu com o filho, que estava dentro do veículo, a pé e pediu ajuda na BR-364.
De acordo com as investigações da Delegacia de Homicídios, a dupla tentou assassinar a pessoa errada, que não tinha qualquer envolvimento com o crime organizado. Além disso, foi revelado que o tiro que matou Jeremias partiu da arma de seu próprio parceiro, Bruno, que fugiu do estado após o crime e foi localizado em um hotel de Goiânia.
Entenda: Polícia diz que fundador de facção foi baleado pelo próprio comparsa antes de ser atropelado
Depois de ser preso, segundo informações, Bruno alega ter recebido uma serie de ameaças dentro da facção e e não deseja ser transferido para a capital acreana com medo de sua morte. A defesa do detento entrou com um pedido junto à 1ª Vara do Tribunal do Júri para que ele permaneça no Presídio de Goiânia. Mas, conforme juiz Robson Ribeiro Aleixo, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Rio Branco, foi reconhecido que a mudança de Bruno representa risco a integridade física, porém a decisão final cabe ao juiz responsável pela Comarca de Aparecida de Goiânia.
