VÍDEO: água preta impressiona moradores de bairro atingido por enchente em Rio Branco

Um dos maiores desafios enfrentados, causado pela falta de saneamento básico na região, são as águas contaminadas

Um dos maiores desafios enfrentados por ele são as águas contaminadas/ Foto: ContilNet

A cheia do Rio Acre já atinge mais de 20 bairros na capital acreana nesta sexta-feira (14), entre eles o Ayrton Senna, onde mora seu Francisco Idalino há cerca de 18 anos, e que a bordo de sua canoa, enfrenta mais uma alagação, em meio à água escura e contaminada, sem perder a resiliência e o bom humor.

Seu Zé Galinha, como gosta de ser chamado, falou com a equipe do ContilNet sobre a situação do local, que foi um dos primeiros bairros a ser atingido pelas águas, deixando até o momento, cerca de 20 famílias atingidas, entre desabrigadas e desalojadas.

Um dos maiores desafios enfrentados por ele são as águas contaminadas/ Foto: ContilNet

Ele, que mora sozinho, conta que para não sair de sua casa decidiu construir uma laje, onde irá se abrigar caso á agua cubra sua casa totalmente. Acordado desde às 4 horas da madrugada, seu Alcemir ajudou a retirar alguns vizinhos que foram surpreendidos pela subida significativa das águas durante a noite.

“Tudo é eu aqui, todos os anos. Roubaram a minha canoa, já é a quarta canoa nessas alagações. Essa eu paguei ontem R$ 2 mil, fui buscar no final do Calafate, pois estava ilhado”, conta.

Ele usa a embarcação para se locomover e auxiliar os vizinhos/ Foto: ContilNet

Um dos maiores desafios enfrentados por ele, causado pela falta de saneamento básico na região, são as águas contaminadas. Com o Rio Acre enchendo, os esgotos ficam represados, fazendo com que as águas escuras tomem conta das ruas e o forte odor tome conta do local.

“Quando deu 3 horas começou a subir e veio essa água preta, não sei de onde vem, se é o rio que está subindo e empurrando todos os esgotos entupidos”, diz.

Seu Francisco mora sozinho no local/ Foto: ContilNet

Apesar de todas as dificuldades enfrentadas ao longo dos anos em meio a diversas enchentes, ele não cogita sair do local e enfrenta a situação com coragem e resiliência.

“É ter fé em Deus, não esmoreço, enquanto confio na vida tenho fé em Deus. É a coisa mais gostosa que acho da minha vida, é colônia e isso aqui, não gosto de cidade. Isso aqui para mim é uma curtição”, revela.

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