Da fusão à confusão: União Progressistas nasce forte e abala alianças no Acre para 2026

A nova legenda será batizada como União Progressistas e atuará como uma federação, conforme prevê a legislação eleitoral

Depois de meses de especulações, a fusão entre União Brasil e Progressistas finalmente saiu do campo das conversas de bastidores e ganhou data marcada para ser oficializada. O acordo foi fechado nesta quarta-feira (23) e o anúncio público acontecerá na próxima terça-feira (29), em Brasília.

Cúpula do Progressistas no Acre/Foto: Reprodução

A nova legenda será batizada como União Progressistas e atuará como uma federação, conforme prevê a legislação eleitoral — ou seja, uma união com prazo mínimo de quatro anos, diferente das coligações, que são temporárias e restritas ao período eleitoral.

Com a junção, o novo partido se tornará a maior força da Câmara dos Deputados, com 109 parlamentares, desbancando o PL de Jair Bolsonaro, atual dono da maior bancada. No Senado, a soma das bancadas de União e Progressistas chega a 13 senadores, entre eles os acreanos Alan Rick e Marcio Bittar.

REFLEXOS NO ACRE

A novidade deve provocar rearranjos no xadrez político local, especialmente na corrida pelo Palácio Rio Branco em 2026. De um lado, o senador Alan Rick, do União Brasil. Do outro, a vice-governadora Mailza Assis, do Progressistas. Com a fusão, rumores dão conta de que o nome da futura federação para disputar o governo seria o de Mailza, o que poderia empurrar Alan para buscar abrigo em outra sigla.

NADA NOVO

Num estado onde a política é assunto de mesa de café da manhã, a fusão entre União Brasil e Progressistas não pegou ninguém de surpresa — muito menos a possibilidade de que o senador Alan Rick tenha que buscar uma nova casa para disputar o governo em 2026. Com a federação consolidada, Alan, que é do União, vê o espaço estreitar dentro do novo arranjo partidário, que deve lançar a vice-governadora Mailza Assis como cabeça de chapa.

A SAÍDA?

Mudar de camisa! E as opções estão sobre a mesa: o Novo, do deputado Emerson Jarude; o Republicanos, do deputado Roberto Duarte; ou até o velho e conhecido MDB, abrigo tradicional dos “cabeças brancas” da política acreana. Resta saber qual dessas siglas o senador vai vestir — e se ela servirá com o caimento que ele precisa para entrar no jogo.

O PLANO ‘’A’’

Como já deixou claro em entrevistas, o governador Gladson Cameli trata os nomes do deputado estadual Nicolau Júnior e da vice-governadora Mailza Assis, ambos do PP, como seu plano “A” para a sucessão estadual. Com os recentes rumores de que Nicolau estaria se articulando nos bastidores para viabilizar sua candidatura, não será surpresa se o grupo repetir a fórmula de 2022: uma chapa 100% puro sangue progressista.

FALANDO EM NICOLAU…

O deputado Nicolau Júnior (PP) tem seguido de perto os passos da vice-governadora Mailza Assis (PP). Tão de perto que, segundo comentários, bastou Mailza sair da casa do deputado Pedro Longo (PDT) — que se recupera de uma cirurgia ortopédica — para Nicolau aparecer por lá também. Não deu nem tempo da cadeira esfriar. Coincidência ou estratégia, o fato é que o movimento não passou despercebido pelos mais atentos.

MARA ROCHA

Desde que sinalizou sua pré-candidatura ao Senado, a ex-deputada Mara Rocha (sem partido) tem se movimentado nos bastidores. E com razão: ela sabe que, para conquistar um mandato, será preciso encarar uma verdadeira guerra eleitoral. Experiência no jogo não lhe falta. Mara já passou pela Câmara Federal e tem ao lado o irmão Major Rocha, como articulador que já foi ex-deputado federal e ex-vice-governador. Em política, preparo e estratégia contam.

COSTURA EM ANDAMENTO

A ex-deputada Mara Rocha (sem partido) esteve, dias atrás, reunida com o senador Alan Rick (União Brasil) e alguns de seus principais assessores. Segundo apuração da coluna, o entendimento entre ambos avança — e já se dá como quase certo que Mara componha a chapa ao Senado liderada por Alan. Nos bastidores, o clima é de afinação. E nos próximos dias, a parceria deve ganhar corpo com aparições conjuntas em agendas pelo interior do Acre.

AINDA INDEFINIDO

Ainda não está definido por qual legenda a ex-deputada Mara Rocha disputará uma das vagas ao Senado em 2026. O que se sabe, nos bastidores, é que tanto o Partido Novo quanto o Republicanos demonstraram interesse em sua filiação. A coluna apurou que, nos próximos dias, Mara deve embarcar para Brasília, onde terá conversas com a Executiva Nacional de um partido que pode vir a ser sua nova casa — e também seu trampolim para o retorno ao cenário político.

NOVOS TEMPOS

Já ficou no passado aquele tempo em que campanha se fazia só durante o período oficial. Hoje, o palanque digital é permanente — e quem aprendeu a usá-lo direito já sai na frente. Saber se comunicar bem, criar conexão constante com o eleitor e marcar presença nas redes é o novo “corpo a corpo”. Quem ainda acha que a campanha começa só na véspera, corre o risco de ser atropelado por quem já está na pista há tempos.

JOGO DE SOBREVIVÊNCIA

Na política, gratidão é artigo de luxo — quase sempre raro e, quando existe, tem prazo curto. Ela costuma evaporar assim que o poder e as conveniências começam a falar mais alto. Muitos ainda não entenderam as regras do jogo. Para sobreviver, é preciso saber jogar com estratégia, engolir vaidades e, acima de tudo, entender que alianças duram… até deixarem de ser úteis.

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