Ladrão de bancos preso no Acre levava vida de luxo e morava em mansão em Rio Branco

O homem conta com uma ficha criminal que renderia a ele mais de 60 anos de prisão

Ladrão de bancos preso no Acre levava vida de luxo e morava em mansão em Rio Branco
O homem tinha uma ficha com mais de 60 anos/Foto: Reprodução

O homem conhecido como “Frankenstein”, preso pela Polícia Civil do Acre, suspeito por diversos roubos a bancos no estado do Espírito Santo. Erasmo Sérgio Alves estava foragido desde o ano de 2017 e morava em um condomínio considerado de luxo em Rio Branco.

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O homem tinha uma ficha com mais de 60 anos/Foto: Reprodução

Frankestein utilizava documentos falsos na capital acreana para poder transitar livremente, onde  constava o nome de Gustavo Sérgio Alvos, e se apresentava como empresário local. O delegado responsável pela Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), Saulo Macedo, disse que o homem foi condenado a mais de 60 anos de prisão, e contava com dois mandados abertos.

“A Denarc do Espírito Santo nos informou sobre um foragido de longa data que estaria escondido aqui. Ele é um criminoso bastante influente naquele Estado e confirmamos que estava vivendo em Rio Branco, sob identidade falsa, morando em casa de alto padrão, no Conjunto Tangará. Um estilo de vida de luxo, muito acima da média”, disse o delegado.

A prisão de Frankenstein foi autorizada pela Vara de Juiz de Garantias, junto de um mandado de busca e apreensão na residência dele. O cumprimento do mandado contou com equipes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), contando com a mobilização de um helicóptero, na tarde de quarta-feira (9).

Foram encontrados 14 cartões bancários, documentos com nomes falsos e um carro de alto valor. Além disso, foram encontrados indícios de que o homem seria  responsável por remessas de drogas do Acre para o Espírito Santo.

O homem morava em uma residência de luxo na capital acreana/Foto: Reprodução

“As fontes de inteligência apontam com segurança que ele era peça-chave no tráfico interestadual. A apuração sobre essas conexões segue em curso”, continuou o delegado.

No ano de 2009, durante o  julgamento de um pedido da defesa de Alves, ele seria um dos dez homens mais perigosos no sistema prisional do Paraná, além disso, ele aparentava “orgulha-se de ter seguido a carreira do crime por opção e convicção, iniciada no Rio de Janeiro, onde mantém fortes ligações com o Comando Vermelho”, de acordo com o acórdão do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4).

Ele concluiu ainda acrescentando que o homem seria um dos mentores de diversos incêndios de diversos ônibus no Grande Vitória, ainda na década de 90.

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