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Novo medicamento contra a malária chega ao SUS e impulsiona combate à doença no Acre

Por José Halif, ContilNet 24/04/2025 14:50 Atualizado em 24/04/2025 17:01
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O Sistema Único de Saúde (SUS) incorporou um novo medicamento para o tratamento da malária, a atafenoquina, com o objetivo de acelerar a eliminação da doença no Brasil até 2035. A informação foi divulgada por Nádia Martinez, apoiadora municipal para a eliminação da malária no Brasil pelo Ministério da Saúde, durante participação em ação informativa no Vale do Juruá, região que concentra os maiores índices da doença no estado do Acre.

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Tafenoquina é usada para tratamento de malária/Foto: Reprodução

“A malária é historicamente o maior problema de saúde pública aqui no Vale do Juruá, e abrir esse espaço de comunicação com a população é essencial para apresentar essa novidade tão importante”, explicou Nádia. A atafenoquina é indicada especialmente para tratar infecções causadas pelo Plasmodium vivax, uma das espécies mais recorrentes no país, e sua principal vantagem é evitar recaídas, um dos maiores desafios no controle da doença.

Outra inovação é a redução do tempo de tratamento, que antes durava sete dias e agora será feito em apenas três. “Isso vai facilitar a adesão dos pacientes. Com o tratamento mais curto, as pessoas tendem a seguir corretamente até o final, o que é essencial para a cura e para impedir a transmissão da doença”, destacou a apoiadora.

Nádia Martinez, apoiadora municipal para a eliminação da malária no Brasil pelo Ministério da Saúde/Foto: Reprodução

Segundo Nádia, o novo medicamento é seguro e passou por estudos extensivos, incluindo testes com mais de 5 mil pacientes em locais como Porto Velho. A atafenoquina já foi aprovada pela Anvisa e não apresentou efeitos adversos significativos até o momento.

A iniciativa faz parte de um compromisso firmado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), e visa eliminar a malária como problema de saúde pública até 2035. Atualmente, a cidade de Cruzeiro do Sul é responsável por cerca de 60% dos casos de malária no Acre, o que torna o Vale do Juruá uma área prioritária para a implementação da nova estratégia.

“Essa é uma ferramenta que vem para nos ajudar a alcançar a eliminação da malária no Brasil. A expectativa é de que o novo tratamento melhore os índices de cura e diminua drasticamente a reincidência da doença”, concluiu Nádia Martinez.

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