Início / Versão completa
Notícias

Atriz quer congelar corpo do filho de 13 anos para “possível ressurreição”

Por Portal Leo Dias 28/05/2025 05:32
Publicidade

Atenção: a matéria a seguir traz relatos sensíveis e pode ocasionar gatilhos de crise de ansiedade, depressão e suicídio. Saber reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em alguém próximo a você pode ser o primeiro e mais importante passo. Procure ajuda especializada como o CVV (Centro de Valorização da Vida) e os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) da sua cidade. O CVV funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) pelo telefone 188, e também atende por e-mail, chat e pessoalmente. São mais de 120 postos de atendimento em todo o Brasil.

Publicidade

A atriz australiana Clare McCann protagoniza um dos casos mais polêmicos e emotivos dos últimos tempos, ao manifestar a intenção de preservar, por meio da criogenia — congelamento —, o corpo de seu filho de 13 anos, falecido na última semana. A famosa abriu uma campanha de financiamento para tentar preservar o corpo do filho. A ideia é reunir 300 mil dólares australianos, pouco mais de um milhão de reais. Segundo a mãe, o garoto cometeu suicídio, depois de ser vítima de bullying na escola.

A decisão de preservar o corpo da criança é movida pela esperança de que, no futuro, os avanços da ciência possam permitir a reanimação e a cura do adolescente, e reacendeu discussões sobre os limites éticos, legais e científicos da prática.

Veja as fotos

Reprodução/Instagram
Reprodução/Instagram

Entenda a criogenia

A criogenia consiste na preservação de corpos a temperaturas extremamente baixas, utilizando nitrogênio líquido a -196°C, com a expectativa de que, um dia, seja possível revertê-la. Atualmente, apenas algumas instituições, localizadas principalmente nos Estados Unidos e na Rússia, oferecem o procedimento, que demanda investimentos financeiros significativos e permanece, até o momento, no campo das especulações científicas.

A escolha de Clare McCann dividiu a opinião pública e especialistas. De um lado, manifestações de apoio à mãe, que busca manter viva a esperança diante da perda irreparável; de outro, críticas que apontam para a ausência de comprovação científica quanto à possibilidade de ressuscitação de corpos criogenicamente preservados e os complexos dilemas éticos envolvidos.

Além das controvérsias científicas, o caso levanta questões jurídicas importantes, como os direitos sobre o corpo após a morte e a regulamentação desse tipo de procedimento, que ainda carece de normas claras na maioria dos países.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.