Guerra comercial: Moody’s mantém perspectiva negativa para a China

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A Moody’s, uma das três principais agências de classificação de risco do mundo, manteve nesta segunda-feira (26/5) a perspectiva negativa para a China, segunda maior economia do mundo.

Entre os critérios avaliados pelas agências de risco para aumentar ou diminuir a nota de crédito de um país, estão indicadores macroeconômicos, como taxa de juros, inflação, câmbio e o Produto Interno Bruto (PIB). Também são considerados o ambiente político, o grau de estabilidade institucional e as projeções para a economia.

De acordo com a Moody’s, a escalada da guerra comercial entre China e Estados Unidos pode trazer efeitos negativos “duradouros” sobre o perfil de crédito chinês.

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Quando uma agência de classificação coloca uma empresa ou um país em observação negativa, isso indica que foram observadas uma ou mais circunstâncias que podem levá-la a rebaixar a nota de crédito da empresa ou do país em um futuro próximo.

O que diz a China

Após a decisão da agência de risco, o Ministério das Finanças da China disse que Pequim recebeu de forma positiva a manutenção da classificação atual do país.

Segundo as autoridades locais, trata-se de um “reflexo positivo das perspectivas positivas da economia chinesa”. O ministério também afirmou que as políticas adotadas pelo gigante asiático contribuirão com “o desenvolvimento econômico” da China.

O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, disse que o país avalia novas ferramentas de incentivo à economia, diante de uma nova realidade econômica e comercial global, que estaria “sob forte impacto”.

“A fragmentação das cadeias industriais e de oferta se aprofundou e as barreiras comerciais aumentaram, o que causou um grande impacto no desenvolvimento econômico de todos os países”, disse Li, segundo a agência oficial de notícias Xinhua.