Justiça remarca audiência de acusado de matar ex-esposa na frente da filha; relembre o caso

O crime aconteceu em outubro do ano passado, quando Paula foi esfaqueada na frente da filha de 6 anos em uma rua da capital acreana

A 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar da Comarca de Rio Branco remarcou para o dia 9 de junho a audiência de instrução do réu Jairton Silveira Bezerra, de 45 anos, acusado de assassinar brutalmente a ex-esposa, Paula Gomes da Costa, de 33 anos. A audiência, inicialmente prevista para esta segunda-feira (12), foi adiada a pedido da defesa e acontecerá na Vara da Auditoria Militar, em Rio Branco.

Após o crime, ele fugiu e se entregou à polícia 10 dias depois, na Delegacia de Flagrantes/Foto: Reprodução

O crime aconteceu em outubro do ano passado, quando Paula foi esfaqueada na frente da filha de 6 anos em uma rua da capital acreana. Segundo a denúncia do Ministério Público do Acre (MP-AC), aceita pela Justiça em janeiro deste ano, Jairton cometeu homicídio simples, qualificado como feminicídio, com agravantes de motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima, descumprimento de medida protetiva e na presença de descendente.

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Conforme o MPAC, o acusado não aceitava o fim do relacionamento de 13 anos com a vítima e já havia agredido Paula em outras ocasiões, o que motivou a concessão de medida protetiva. Após o crime, ele fugiu e se entregou à polícia 10 dias depois, na Delegacia de Flagrantes (Defla), sendo posteriormente levado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), onde prestou depoimento.

Desde então, Jairton Bezerra permanece preso preventivamente. Em dezembro de 2024, ele teve negado um pedido de liberdade ou substituição da prisão por medidas cautelares. No início de abril deste ano, também foi rejeitado um recurso da defesa que solicitava o benefício da Justiça gratuita e a exclusão da agravante pelo crime ter sido cometido na frente da filha do casal. A defesa argumentou ausência dos requisitos legais para manter a prisão, além de tentar usar a criança como argumento, mesmo sendo apontado como responsável por fazê-la presenciar o assassinato da mãe.

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