Desde 2016 no comando das coleções femininas da Dior, Maria Grazia Chiuri está deixando a marca francesa. A grife confirmou a informação nesta quinta-feira (29/5), após meses de rumores e uma troca de cadeiras recente na direção criativa da linha masculina, com Jonathan Anderson substituindo Kim Jones. Chiuri assinava os lançamentos femininos de prêt-à-porter (pronto para vestir, em tradução livre) e de alta-costura.
O desfile mais recente da designer (vídeo abaixo) para a grife, inclusive, ocorreu há poucos dias. Vem saber mais detalhes sobre a mudança que, em meio às rápidas trocas de cadeiras recentes, chega a ser uma das mais longevas!
Quem é Maria Grazia Chiuri
Formada pelo Instituto Europeo Di Design, Maria Grazia Chiuri trabalhou na Fendi de 1989 até o fim dos anos 1990, quando entrou na Valentino. Nesta última, foi promovida a co-diretora criativa, juntamente com Pierpaolo Piccioli (novo nome à frente da Balenciaga), em 2008. Já na Dior, marca que pertence ao conglomerado de luxo LVMH, a designer italiana foi a primeira mulher a dirigir as coleções femininas.
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“Sou particularmente grata pelo trabalho realizado pelas minhas equipes e pelos ateliês. O talento e a expertise deles me permitiram concretizar minha visão de moda feminina comprometida, em diálogo próximo com várias gerações de artistas femininas. Juntas, escrevemos um capítulo impactante do qual tenho imenso orgulho”, compartilhou Chiuri no Instagram, agradecendo também ao CEO da LVMH, Bernard Arnault, e à CEO da marca, Delphine Arnault.

Quem vai substituí-la?
A grife francesa, até o momento, não anunciou um novo nome para preencher o cargo agora deixado por Chiuri. As expectativas giram em torno do próprio Jonathan Anderson e de John Galliano, que deixou a Maison Margiela no fim de 2024 e já foi diretor criativo da Dior, de 1996 a 2011. Quando assumiu a marca, a estilista italiana havia substituído Raf Simons, que atualmente está na Prada.

“Agradeço calorosamente a Maria Grazia Chiuri, que, desde sua chegada à Dior, realizou um trabalho extraordinário com uma perspectiva feminista inspiradora e uma criatividade excepcional, tudo imbuído do espírito de Monsieur Dior, o que lhe permitiu criar coleções altamente desejáveis”, agradeceu Delphine Arnault, CEO e chairman da Christian Dior Couture, em comunicado.

Como era a estética de Chiuri
O trabalho de Chiuri para a grife francesa, com abordagem feminista, foi comercialmente sucedido e, em geral, bem recebido pela crítica. Entre os traços marcantes da estética dela estão as releituras do Bar Suit – o icônico New Look de Christian Dior – e os vestidos plissados, acinturados e semitransparentes. Em alguns momentos, ela também trabalhava elementos militares e utilitários.
O próximo passo da estilista também não foi anunciado ainda, mas rumores mencionados pelo portal WWD apontam conversas com a Fendi, que ainda está sem um nome definido para as coleções femininas após a saída de Kim Jones.
Na galeria abaixo, relembre trabalhos de Maria Grazia Chiuri para a Dior:
4 imagens

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Coleção de alta-costura primavera/verão 2025
Peter White/Getty Images
Coleção Cruise 2025
Dior/Divulgação
Coleção de alta-costura primavera/verão 2024
Stephane Cardinale – Corbis/Corbis via Getty Images
Coleção de outono/inverno 2023/24
Adrien Dirand/Dior/Divulgação
