Ao ser transferido para o sistema penitenciário do Rio de Janeiro, o cantor Marlon Brendon Coelho Couto Silva, conhecido como MC Poze do Rodo, teve a oportunidade de se declarar “neutro” em relação a vínculos com organizações criminosas — opção prevista no formulário padrão de triagem penal. No entanto, conforme documento obtido com exclusividade pela coluna, o artista optou por afirmar que pertence ao Comando Vermelho (CV), uma das principais facções em atividade no estado.
A ficha de custódia, preenchida no momento da entrada de Poze na Penitenciária Dr. Serrano Neves (Bangu 3A), traz a opção “CV” marcada com um “X” na seção “ideologia declarada”.
A alternativa “neutro”, localizada logo acima no mesmo campo, permaneceu em branco. A escolha do interno direciona automaticamente sua alocação para uma unidade controlada por integrantes do grupo informado, o que no caso de Poze resultou na transferência para uma prisão identificada nos bastidores como dominada pelo Comando Vermelho.
A prática de registrar a facção informada pelo preso é comum no sistema prisional do estado e visa evitar conflitos internos, ataques e execuções entre detentos de grupos rivais.
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O prontuário prisional também mostra que MC Poze declarou ter ensino médio incompleto e indicou “cantor” como profissão. O artista possui tatuagens visíveis e afirmou não portar bens a serem acautelados no momento da entrada. Ele foi preso no dia 29 de maio, às 13h29, sob determinação de prisão temporária por 90 dias.
Outras investigações em curso
Além da prisão por apologia ao crime e associação ao tráfico, Poze é investigado por tortura e cárcere privado. A vítima alega ter sido agredida por Poze e seus aliados após ser acusado de furtar um bracelete na casa do cantor. A Justiça negou o pedido de prisão preventiva com base nesse inquérito, mas a investigação segue em andamento na 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes).
O cantor também está envolvido em um caso sob apuração da Polícia Civil após um show realizado na Cidade de Deus, no qual vídeos flagraram homens armados com fuzis dançando em meio ao público. O evento ocorreu na véspera de uma operação policial que resultou na morte de um agente da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).
Até o momento, a defesa de MC Poze não se pronunciou sobre a declaração de vínculo com o Comando Vermelho nem sobre os desdobramentos das investigações.
