Em campos opostos na Câmara, deputados petistas e bolsonaristas concordam em ao menos dois pontos em relação ao imbróglio criado pelo governo Lula ao aumentar as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
O primeiro ponto que une os dois lados é a previsão de que o Ministério da Fazenda não conseguirá propor, em 10 dias, uma solução que reverta o aumento do IOF com o mesmo potencial arrecadatório do tributo.
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Fernando Haddad, ministro da Fazenda
Vinícius Schmidt/Metrópoles
Fernando Haddad, ministro da Fazenda
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Fernando Haddad e José Guimarães
Vinícius Schmidt/Metrópoles
Assim, a expectativa tanto de petistas quanto de bolsonaristas nos bastidores é de que a Câmara acabará votando, na terceira semana de junho, um projeto para derrubar o decreto do governo que aumentou o IOF.
O outro ponto de concordância entre deputados aliados de Lula e de Jair Bolsonaro é o de que uma revisão sobre a desoneração das empresas seria uma solução de longo prazo para o problema fiscal do governo.
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Após a reunião de líderes da quinta-feira (29/5), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que vai criar um grupo de trabalho para rediscutir as desonerações.
O único porém levantado nos bastidores do Congresso é de que uma discussão sobre o tema estará sujeita a forte lobby dos setores afetados, o qual, no final, deverá dificultar mudanças profundas na política de desoneração.
