O coordenador municipal da Defesa Civil de Rio Branco, coronel Cláudio FalcĂŁo, alertou durante entrevista ao ContilNet que a estiagem e o perĂodo de queimadas previstos para 2025 podem se igualar ou atĂ© superar os impactos registrados no segundo semestre do ano passado, considerado um dos mais graves da histĂłria recente.

Acre pode superar as queimadas de 2024 neste ano de 2025/Foto: Reprodução
FalcĂŁo destacou que as expectativas para este ano sĂŁo preocupantes. “Infelizmente, a possibilidade Ă© que seja muito perto, prĂłximo, igual ou atĂ© superior [ao ano passado]”, afirmou ele sobre o perĂodo de queimadas para o ano de 2025.
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Segundo o coordenador, a Defesa Civil está em alerta e já estruturou planos de contingĂŞncia para enfrentar os desafios relacionados Ă crise hĂdrica e aos focos de incĂŞndio florestal. “Está tudo preparado, a questĂŁo de plano, desabastecimento hĂdrico, a questĂŁo das queimadas, tudo que vocĂŞ possa imaginar”, garantiu.
FalcĂŁo reforçou a importância da atuação preventiva e da mobilização coletiva para evitar uma repetição do cenário crĂtico vivido em 2024. “A gente tem que trabalhar firme e forte para que nĂŁo deixe se repetir em Rio Branco o que aconteceu ano passado”, concluiu.
Força-tarefa
Em uma mobilização estratĂ©gica para o enfrentamento dos incĂŞndios florestais no Acre, o governo estadual lançou, nesta quarta-feira (5), a Operação Fogo Controlado. O evento foi realizado no Quartel do Comando-Geral do Corpo de Bombeiros Militar, em Rio Branco, e marcou o inĂcio de um pacote de ações preventivas e de combate aos focos de calor, especialmente com a aproximação do verĂŁo amazĂ´nico, perĂodo mais crĂtico para queimadas.
A iniciativa contempla um conjunto de medidas que somam mais de R$ 6 milhões em investimentos, voltados para o fortalecimento das operações de campo, capacitação de brigadistas e aquisição de equipamentos. Entre as principais entregas, estão seis viaturas modelo L200, avaliadas em R$ 1,6 milhão, que passam a integrar a frota do Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC). A compra foi viabilizada com recursos do BNDES e do Fundo Amazônia.


