Passados dois meses do trágico acidente ocorrido na Via Verde, em Rio Branco, que resultou na morte de três pessoas, o caso segue sem desfecho judicial. Entre as vítimas fatais está o técnico em vigilância eletrônica Macio Pinheiro da Silva, de 45 anos, cuja família tem recorrido às redes sociais para manter viva sua memória e cobrar justiça.
Nos últimos dias, parentes e amigos publicaram vídeos comoventes, relembrando momentos felizes vividos por Macio. As postagens destacam sua trajetória profissional, generosidade e personalidade marcante, além de reforçar o sentimento de luto e a espera por uma resposta das autoridades.
Passados dois meses do trágico acidente ocorrido na Via Verde o caso segue sem desfecho judicial / Foto: Reprodução
A tragédia aconteceu no dia 17 de abril, quando uma caminhonete Ford Ranger vermelha, conduzida por Talysson da Silva Duarte, de 27 anos, trafegava no sentido Segundo Distrito. Segundo testemunhas, o veículo teria aquaplanado devido à pista molhada, fazendo com que o motorista perdesse o controle da direção. A caminhonete invadiu a pista contrária e colidiu violentamente com três motocicletas, além de bater em uma Amarok branca que seguia no mesmo sentido. A força do impacto foi tão grande que Macio teve morte imediata. Seu corpo, assim como a moto em que estava, foi arremessado a cerca de 50 metros do ponto da colisão.
Além de Macio, também perderam a vida no acidente Carpegiane de Freitas Lopes, de 45 anos, e Fábio Farias de Lima, de 33 anos — todos colegas de trabalho em uma empresa de segurança eletrônica. Fábio foi lançado para fora da pista e encontrado em uma área de mata próxima à rodovia. A única sobrevivente entre os envolvidos diretos foi Raiane Xavier Lima Verde, de 30 anos. Ela havia deixado o filho na escola militar e retornava para casa no momento em que foi atingida. Apesar dos ferimentos, sobreviveu.
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O caso provocou comoção em Rio Branco, tanto pela violência do acidente quanto pelo perfil das vítimas, conhecidas e respeitadas em seus ambientes profissionais e comunitários. Desde então, os familiares têm buscado justiça e cobram agilidade nas investigações, ainda sem data definida para julgamento ou responsabilização dos envolvidos. Enquanto aguardam, o sentimento é de dor, saudade e persistência. A luta por justiça segue viva — assim como a lembrança daqueles que partiram de forma tão repentina.
