O general Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo Jair Bolsonaro, afirmou que fraudes em urnas eletrônicas são um “problema mundial” e que há “desconfiança no mundo inteiro” quanto ao voto eletrônico. A declaração foi feita nesta terça-feira (10/6), durante depoimento ao STF no inquérito que apura um suposto plano de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Embora tenha optado por permanecer em silêncio diante das perguntas feitas pelo ministro Alexandre de Moraes, Heleno respondeu aos questionamentos apresentados por seu próprio advogado. Foi nesse contexto que reiterou desconfianças sobre o sistema eleitoral brasileiro e disse apoiar o voto impresso.



General Augusto Heleno é um dos réus do núcleo 1
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Tenente-coronel Mauro Cid
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Bolsonaro durante interrogatório da trama golpista
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Almirante Almir Garnier, chefe da Marinha sob Bolsonaro
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Anderson Torres depõe no STF
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O general Braga Netto foi preso no âmbito da investigação sobre trama para impedir que Lula tomasse posse
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O general e ex-ministro da Defesa do governo Jair Bolsonaro Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira
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Alexandre de Moraes é o relator do inquérito que investiga um suposto plano de Golpe de Estado
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“Sempre fui adepto do voto impresso. Mas eu era apenas mais um. Não tinha força para transformar aquilo em realidade”, afirmou.
O general também citou a criação, durante o governo Bolsonaro, de uma comissão das Forças Armadas encarregada de avaliar a confiabilidade das urnas eletrônicas. O relatório produzido pelo Ministério da Defesa, no entanto, não identificou indícios de fraude ou qualquer irregularidade no sistema. Ainda assim, Heleno afirmou que “a urna eletrônica pode ser sempre melhorada”.
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Questionado por seu defensor se reconhecia o resultado das eleições de 2022, o general disse que “teve que aceitar” a vitória de Lula, sem acrescentar comentários sobre o processo eleitoral ou a transição de governo.
O depoimento de Heleno integra uma das frentes de investigação que apura a conduta de autoridades do governo anterior após o resultado das eleições de 2022.





