Moraes manda PF ouvir Mourão sobre ligação de Bolsonaro

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O ministro do STF Alexandre de Moraes mandou a Polícia Federal (PF) ouvir Hamilton Mourão (Republicanos-RS) sobre a ligação feita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro ao senador antes de um depoimento do general à Corte.

O pedido para ouvir Mourão foi feito a Moraes pelo Procuradoria-Geral da República (PGR) após a coluna revelar que Bolsonaro havia telefonado ao senador para tentar influenciar no depoimento dele no inquérito do golpe.

3 imagensJair Bolsonaro e Hamilton MourãoO então presidente Jair Bolsonaro e seu vice, Hamilton MourãoFechar modal.1 de 3

General Hamilton Mourão, senador e ex-vice-presidente da República

Hugo Barreto/Metrópoles2 de 3

Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão

Igo Estrela/Metrópoles3 de 3

O então presidente Jair Bolsonaro e seu vice, Hamilton Mourão

Isac Nóbrega/PR

Em sua decisão, datada da segunda-feira (2/6), Moraes deu 15 dias para a PF ouvir os “esclarecimentos” de Mourão acerca da ligação de Bolsonaro, “sem prejuízo de diligências adicionais”.

“Após a autuação, ENCAMINHEM-SE OS AUTOS à Polícia Federal para que proceda a oitiva do senador general Antônio Hamilton Martins Mourão para prestar esclarecimentos sobre os fatos, sem prejuízo de diligências adicionais, no prazo de 15 (quinze) dias”, diz Moraes em seu despacho.

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A ligação de Bolsonaro a Mourão

Como a coluna revelou, Bolsonaro ligou para Mourão na semana retrasada, antes do depoimento do senador no inquérito do golpe, e fez um pedido a seu ex-vice-presidente da República.

À coluna, Mourão contou que Bolsonaro o procurou para pedir que o senador gaúcho reforçasse, no depoimento, alguns pontos que o ex-presidente considera importantes para sua defesa.

Após a publicação da matéria, Mourão procurou a coluna, na manhã da quarta-feira (28/5), para ressaltar que a conversa entre ele e Bolsonaro durante o telefonema teria sido “genérica”.

A oitiva de Mourão ocorreu na sexta-feira (23/5). Além de Bolsonaro, ele foi indicado como testemunha de defesa pelos generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Braga Netto, todos também réus.