O MinistĂ©rio PĂșblico Federal (MPF) firmou um acordo inĂ©dito com a Starlink, empresa de internet via satĂ©lite do grupo SpaceX, com o objetivo de combater o uso da tecnologia em atividades ilegais de garimpo na AmazĂŽnia. Esse Ă© o primeiro compromisso oficial da empresa com autoridades brasileiras.

Com o objetivo de combater o uso da tecnologia em atividades ilegais de garimpo na AmazÎnia. / Foto: Reprodução
A parceria estabelece medidas rigorosas para rastrear, bloquear e impedir que usuĂĄrios utilizem os serviços da Starlink em ĂĄreas de preservação ambiental, como terras indĂgenas e unidades de conservação. A partir de janeiro de 2026, serĂĄ exigida a apresentação de documentos pessoais e comprovante de residĂȘncia para ativar terminais na AmazĂŽnia Legal, facilitando a fiscalização por parte das autoridades. O acordo tambĂ©m prevĂȘ que equipamentos apreendidos em operaçÔes contra o garimpo poderĂŁo ser rapidamente transferidos para uso de ĂłrgĂŁos pĂșblicos, especialmente em açÔes de monitoramento e fiscalização.
Outro ponto importante Ă© a obrigatoriedade da empresa em fornecer, mediante solicitação do MPF ou da PolĂcia Federal, dados de geolocalização e cadastro de terminais utilizados em locais sob investigação. Caso fique comprovado o uso para fins ilegais, o serviço serĂĄ bloqueado e os dados do infrator nĂŁo poderĂŁo ser reutilizados para novo cadastro.
A Starlink ainda se comprometeu a atualizar seus termos de serviço com clĂĄusulas que proĂbem expressamente o uso de seus equipamentos em atividades criminosas. O acordo, com validade inicial de dois anos e possibilidade de prorrogação, foi assinado pelo 2Âș OfĂcio da AmazĂŽnia Ocidental do MPF, que atua no combate Ă mineração ilegal nos estados do Amazonas, Acre, RondĂŽnia e Roraima.
Segundo o procurador da RepĂșblica AndrĂ© Porreca, o avanço da conectividade em ĂĄreas remotas contribuiu para tornar o garimpo ilegal mais eficiente. âEsse acordo representa uma resposta jurĂdica proporcional, transformando a internet em aliada na preservação ambiental e na defesa da soberania nacionalâ, afirmou.
O entendimento Ă© fruto do InquĂ©rito Civil nÂș 1.13.000.001082/2024-81.
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