A Polícia Federal (PF) investiga crimes eleitorais cometidos nas eleições do ano passado, no interior de São Paulo. Uma ação deflagrada nesta quarta (4/6), batizada de Operação Vilas, cumpriu um mandado de busca e apreensão no município de Votuporanga, com o objetivo de apurar fraudes em inscrições eleitorais efetuadas no cartório eleitoral da cidade.
Segundo a PF, as irregularidades visavam a transferência indevida de eleitores para o município de Parisi, também no interior paulista. O inquérito policial que investiga o caso teve início por iniciativa da Justiça Eleitoral e está corre sob sigilo, informou o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).



Agentes da PF cumpriram mandado de busca e apreensão em Votuporanga (SP) para apurar crimes eleitorais.
Divulgação/Polícia Federal
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Nelson Jr./Ascom/TSE
O inquérito policial que trata do caso teve início por iniciativa da Justiça Eleitoral e está em segredo de justiça, informou o TRE-SP.
Reprodução
TRE-SP faz demonstração à imprensa dos procedimentos a serem adotados nas seções eleitorais no dia da votação. São Paulo(SP), 20/09/2022
Fábio Vieira/Metrópoles
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O que a PF descobriu sobre os crimes eleitorais
- Os indícios apontam que os criminosos induziram eleitores e falsificaram documentos.
- A investigação identificou a tentativa de transferência de 52 eleitores, em 2024, entre os municípios.
- As transferências foram bloqueadas porque os comprovantes de endereço apresentados como justificativa foram falsificados, conforme descobriram os agentes.
- O material apreendido em Votuporanga, nesta quarta, será encaminhado para perícia técnica.
- “As investigações continuam, com o objetivo de identificar todos os envolvidos, incluindo a extensão da participação dos eleitores e a possível atuação de mandantes dos crimes”, disse a PF.
- Segundo a corporação, os investigados poderão responder por crimes eleitorais.
- A inscrição fraudulenta de eleitor, prevista no Código Eleitoral, tem pena de reclusão de até cinco anos e pagamento de cinco a 15 dias-multa.



