A Justiça do Acre decretou prisão preventiva do estudante de Medicina, Amarilio dos Santos Campos Neto, de 33 anos, acusado de atropelar o motoboy Jocimar Silva Bedoni, de 43 anos, no Segundo Distrito de Rio Branco, no último sábado (12).
A vítima foi atingida pelo veículo conduzido por Amarilio enquanto realizava uma entrega. O motociclista chegou a ser atendido pelo Servido de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), no entanto, com a gravidade dos ferimentos, morreu na madrugada do domingo (13), no centro cirúrgico do Pronto-Socorro de Rio Branco.
Amarilio, que conduzia o veículo, teve prisão preventiva decretada/ Foto: Reprodução
A decisão pela prisão preventiva foi emitida durante audiência de custódia, pelo Juiz Estadual da Vara das Garantias. A suspeita era de que o condutor do veículo, modelo Jeep, estivesse alcoolizado. Ele se recusou a realizar o teste do bafômetro. A Polícia Civil deve finalizar o inquérito no prazo de até 10 dias.
O acidente
Segundo informações de testemunhas, o entregador trafegava em uma moto modelo Factor, de cor preta, no sentido bairro-centro pela Alameda Sabiá, quando foi surpreendido pelo veículo, que trafegava em alta velocidade e colidiu violentamente com a traseira da motocicleta.
Com o impacto, a moto e o motociclista foram arremessados de um barranco, ganharam altura e colidiram contra a parede de uma olaria. A motocicleta atingiu a lateral do prédio, enquanto o corpo do entregador perfurou a parede com a cabeça e o tórax, ficando inconsciente no local.
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Após a colisão, o Jeep capotou várias vezes e parou em frente à olaria. Populares que passavam pelo local prestaram os primeiros socorros e acionaram a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que inicialmente enviou uma ambulância de suporte básico, seguida por uma unidade de suporte avançado.
Amarílio sofreu apenas escoriações, recusou-se a realizar o teste do bafômetro e também foi levado à mesma unidade hospitalar. Minutos depois, ele deixou o local alegando que seguiria para a Unimed, onde buscaria atendimento médico.
No caminho, no entanto, militares o interceptaram e perguntaram se ele gostaria de realizar o teste do bafômetro novamente. Diante da nova recusa, Amarílio recebeu voz de prisão e foi conduzido à Delegacia de Flagrantes (Defla), onde deve responder por homicídio e por dirigir sob efeito de álcool. O acusado deverá passar por audiência de custódia nas próximas horas.
