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IBGE diz que mais de 34 mil pessoas moram dentro de unidades de conservação no Acre

Por Geovany Calegário, ContilNet

Levantamento mostra, de forma inédita, número de moradores em cada unidade de conservação. Foto: Alexandre Cruz-Noronha/Sema

Um levantamento inédito divulgado pelo IBGE revelou que o Acre possui 34.394 pessoas vivendo em unidades de conservação (UCs), o que representa 4,14% da população estadual. O dado, extraído do Censo Demográfico de 2022, reforça a necessidade de políticas públicas voltadas para as comunidades que vivem nesses territórios protegidos.

O estado conta com nove unidades estaduais de conservação, entre elas as APAs Lago do Amapá e Igarapé São Francisco, as Florestas Estaduais do Mogno, Antimary e do Rio Gregório, além do Parque Estadual Chandless. Já no âmbito federal, são 11 áreas protegidas, incluindo a Reserva Extrativista Chico Mendes, a Floresta Nacional do Macauã e o Parque Nacional da Serra do Divisor. A maioria das pessoas que vivem nessas áreas — cerca de 24,5 mil — está em territórios federais. Nas unidades estaduais, vivem aproximadamente 9,8 mil moradores.

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As unidades de conservação são áreas criadas por lei com o objetivo de preservar recursos naturais e garantir proteção ambiental. Mesmo nas áreas federais, o governo do Acre desenvolve parcerias para garantir que ações públicas cheguem às populações residentes.

A Secretaria de Meio Ambiente (Sema) realiza ações contínuas de monitoramento, fiscalização, apoio técnico e incentivo à produção sustentável nessas comunidades. Segundo a gestora adjunta da Sema, Renata Souza, ouvir as demandas dessas populações é fundamental para garantir políticas públicas eficazes e adaptadas às suas realidades.

Gavião-real, maior ave de rapina encontrada no Brasil, habita o Chandless. Foto: André Dib

Entre as principais iniciativas, destacam-se o trabalho dos brigadistas comunitários no combate a incêndios, ações integradas de monitoramento ambiental e o programa Saúde na Floresta, que leva serviços de saúde e cidadania às regiões mais isoladas, em parceria com outras secretarias e instituições. A gestão das UCs estaduais é feita por meio das Unidades de Gestão Ambiental Integrada (UGAIs), que oferecem suporte operacional nas áreas protegidas.

O Parque Estadual Chandless é um dos principais polos de pesquisa científica da região, abrigando estudos sobre biodiversidade e ecossistemas amazônicos. O local também vem se consolidando como destino para observadores de aves, atividade que contribui para o ecoturismo. O monitoramento contínuo da biodiversidade no parque subsidia ações de conservação e políticas ambientais.

Biodiversidade Parque Estadual Chandless. Foto Ricardo Plácido

Segundo Renata Souza, esses dados oferecem um panorama mais claro sobre quem vive nas UCs e de que forma as políticas públicas podem ser aprimoradas para garantir conservação ambiental, inclusão social e proteção dos direitos das populações tradicionais.

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