A ex-BBB Paula Amorim, que já é mãe de Theo, compartilhou nas redes sociais que enfrentou sua terceira perda gestacional neste ano. O relato reacendeu o debate sobre a importância do acolhimento e da conscientização.
A perda gestacional afeta uma em cada cinco mulheres, segundo estimativas. Causas variam desde alterações genéticas até problemas de saúde materna. A ginecologista e obstetra Ana Paula Noronha, especialista em gestação de alto risco, conversou com a coluna Fábia Oliveira e explicou detalhes sobre o assunto.
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“A principal causa são as incompatibilidades genéticas quando o óvulo e o espermatozoide se juntam e formam um gameta com cromossomopatia, que muitas vezes é incompatível com a vida”, destacou ela.
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Paula Amorim e Breno Simões.
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Paula Amorim.
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A médica ressaltou que esse tipo de perda, especialmente no primeiro trimestre, é mais comum do que muitas mulheres imaginam.
O que pode levar uma mulher a ter mais de uma perda gestacional?
De acordo com Ana Paula Noronha, as causas de perdas recorrentes são diversas. A principal delas está relacionada a fatores genéticos: “Quando óvulo e espermatozoide formam um embrião com alterações cromossômicas, o corpo naturalmente interrompe a gestação”, explicou.
Além disso, doenças hematológicas, como trombofilias (congênitas ou adquiridas), podem comprometer a circulação sanguínea na placenta. Problemas uterinos, como miomas, pólipos ou endometrite, também figuram entre as causas.
A importância do apoio familiar e emocional
A médica ressaltou o papel fundamental da família no processo de superação: “O apoio familiar é muito importante para uma recuperação mais leve e segura após um aborto. Ter alguém para compartilhar a dor é um divisor de águas”.
No caso de Paula Amorim, o marido, Breno Simões, tem sido seu principal suporte. A médica ainda destacou que, em muitos casos, o acompanhamento psicológico é essencial: “Algumas mulheres precisam de terapia direcionada para restabelecer sua saúde física e mental”.
Tratamentos disponíveis para perdas recorrentes
Segundo a médica, os tratamentos variam conforme a causa. Para trombofilias, é necessário um acompanhamento multidisciplinar com hematologista. Já as causas genéticas exigem aconselhamento especializado, enquanto problemas uterinos podem ser revertidos com procedimentos minimamente invasivos.
A mensagem final é de esperança e acolhimento: “Nenhuma mulher deve se sentir sozinha nesse processo”, reforçou Ana Paula.








