Reações da oposição a favor de Bolsonaro esbarram em falta de apoio

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Reações da oposição a favor de Bolsonaro esbarram em falta de apoio

As reações estudadas pela oposição no Congresso depois da operação da Polícia Federal (PF) que teve como alvo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) esbarram na falta de apoio para avançarem. Na sexta-feira (18/7), a primeira medida defendida pelos bolsonaristas jÔ foi rechaçada publicamente pelas cúpulas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

A oposição defendia que o recesso informal do Legislativo fosse interrompido e o Congresso retomasse os trabalhos para agir em favor do ex-presidente. Rapidamente, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP); e o da Câmara, Hugo Motta (Repúblicanos-PB), se manifestaram, reafirmando que o recesso estava mantido, com o retorno dos trabalhos apenas em 4 de agosto.

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Apesar da manifestação de Motta, o presidente da ComissĆ£o de SeguranƧa PĆŗblica da CĆ¢mara, Paulo Bilynskyj (PL-SP), convocou uma sessĆ£o do colegiado para terƧa-feira (22/7) para votar uma ā€œmoção de apoioā€ a Bolsonaro. Procurado pelo Metrópoles, Bilynskyj disse nĆ£o haver nenhum ato oficial da Mesa Diretora que o obrigue a desmarcar a reuniĆ£o.

ā€œA reuniĆ£o permanece convocada atĆ© segunda ordem. Se o presidente publicar [um ato da Mesa Diretora], teremos de suspenderā€, afirmou.

Essa Ć© uma das reaƧƵes defendidas pela oposição, que defende retomar as comissƵes de SeguranƧa PĆŗblica e de RelaƧƵes Exteriores da CĆ¢mara, comandadas pelo PL. O objetivo seria ā€œdiscutir os impactos institucionais das decisƵes judiciais recentes e propor aƧƵes legislativas de contenção de abusosā€ de membros do JudiciĆ”rio contra o grupo polĆ­tico.

Na nota divulgada pelo grupo na sexta, os aliados chamam a ação contra Bolsonaro de ā€œgrave episódio de perseguição polĆ­tica disfarƧada de ação judicialā€. O texto pede aƧƵes do Congresso contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, relator do caso do ex-presidente na Suprema Corte.

ā€œO Congresso Nacional precisa reassumir seu papel constitucional. Ɖ dever do Legislativo agir com independĆŖncia e responsabilidade para conter os excessos de um Poder que, cada vez mais, ultrapassa os limites da legalidade e da razoabilidadeā€, diz um trecho do pronunciamento.

O grupo tem uma reunião presencial de membros do PL e do Novo marcada para segunda-feira (21/7) em Brasília (DF). Neste encontro, devem ser discutidas quais pressões a ala vai persistir.

Entre as pautas em debate, estão a defesa de que seja aberta uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do abuso de autoridade, por exemplo. No entanto, Motta jÔ sinalizou ser contra a criação de CPIs em momentos de tensão política e defende desde a sua campanha à presidência da Câmara que a Casa não avance sobre temas que dividem os deputados.

A pauta com maior chances de avançar é a proposta que limita decisões monocrÔticas de ministros do STF. O texto que jÔ passou pelo Senado e estÔ pronto para ser votado no plenÔrio da Câmara.

Pressão por anistia falhou no semestre

O PL tem enfrentado dificuldades de emplacar projetos do interesse da bancada. Um dos exemplos é o projeto de lei (PL) da anistia, que visa anistiar condenados por participação ou financiamento nos atos antidemocrÔticos de 8 de Janeiro.

Como mostrou o Metrópoles, a proposta terminou mais um semestre sem avanƧar no Congresso. Mesmo com a insistĆŖncia do partido de Bolsonaro no tema, que neste ano conseguiu as assinaturas para o requerimento de urgĆŖncia, a proposta se manteve na ā€œgeladeiraā€ do Legislativo.

O PL tenta avançar com o projeto desde meados de 2024, mas esbarra em falta de apoio, vontade política, e também em acontecimentos que inviabilizam o tema.  Agora, no caso do ex-presidente, a legenda pode esbarrar nas mesmas dificuldades.

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