A ministra CĂĄrmen LĂșcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferiu nesta sexta-feira (18) o quarto voto para validar a decisĂŁo do ministro Alexandre de Moraes determinando medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, entre elas o uso de tornozeleira eletrĂŽnica.

Na manhĂŁ desta sexta-feira, a PolĂcia Federal (PF) fez uma operação de busca e apreensĂŁo contra Bolsonaro por determinação do ministro. ApĂłs o cumprimento das medidas, a decisĂŁo do ministro foi levada para referendo em votação virtual da Primeira Turma da Corte.
AtĂ© o momento, o placar estĂĄ 4 votos a 0 para manter as cautelares. AlĂ©m de Moraes, os ministros FlĂĄvio Dino, Cristiano Zanin e CĂĄrmen LĂșcia foram favorĂĄveis em manter as medidas cautelares.Â
Para a ministra, os indĂcios apontados contra Bolsonaro justificam as medidas.
âA necessidade da manutenção das medidas cautelares decretadas na decisĂŁo que se propĂ”e referendar estĂĄ evidenciada pelas numerosas postagens juntadas no processo, nas quais constam indĂcios de esforços desenvolvidos por Eduardo Nantes Bolsonaro e Jair Messias Bolsonaro para interferir no regular trĂąmite da Ação Penal 2.688 [trama golpista], na qual Jair Bolsonaro Ă© rĂ©uâ, argumenta a ministra.Â
A votação ficarå aberta até a próxima segunda-feira (21). Falta o voto do ministro Luiz Fux.
As medidas cautelares foram determinadas no inquérito no qual o filho do ex-presidente Eduardo Bolsonaro é investigado por sua atuação junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo e tentar barrar o andamento da ação penal sobre a trama golpista.
Em março deste ano, Eduardo pediu licença do mandato parlamentar e foi morar nos Estados Unidos, sob a alegação de perseguição polĂtica. A licença termina neste domingo (20).
Confira as medidas determinadas contra Bolsonaro:
- Uso de Tornozeleira EletrĂŽnica;
- Recolhimento domiciliar noturno entre as 19h e as 6h, de segunda a sexta-feira, e integral nos fins de semana e feriados;
- Proibição de aproximação e de acesso a embaixadas e consulados de paĂses estrangeiros;
- Proibição de manter contato com embaixadores ou autoridades estrangeiras;
- Proibição de uso de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros.
