Aliados próximos do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, dizem, nos bastidores, desconfiar das intenções do pastor Silas Malafaia ao atacar outros presidenciáveis da direita em nome da defesa de Jair Bolsonaro.
Para esses aliados de Tarcísio, os ataques podem fazer parte de uma estratégia de Malafaia para tentar ser “ungido” por Bolsonaro como candidato ao Palácio do Planalto em 2026, caso o ex-presidente siga inelegível.
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Silas Malafaia chama ministro do STF Alexandre de Moraes de “ditador” em ato na Paulista em desagravo a Jair Bolsonaro
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Pastor Silas Malafaia, organizador do ato Reaja Brasil, no carro de som durante manifestação bolsonarista na Avenida Paulista
FÁBIO VIEIRA/ESPECIAL METRÓPOLES @fabiovieirafotorua
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Silas Malafaia e o ex-presidente Jair Bolsonaro em ato na Avenida Paulista
Reprodução/Youtube
Aliados do governador paulista ressaltam que, nas redes sociais, o pastor tem focado em postagens sobre política — sobretudo em defesa de Bolsonaro —, deixando o tema religião em segundo plano.
Procurado pela coluna para comentar o assunto, Malafaia foi taxativo. “Não sou candidato a nada. Só não sou omisso e covarde”, afirmou o religioso, sem citar nomes.
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A crítica de Malafaia a Tarcísio
Durante o ato na Avenida Paulista no domingo (3/8), o pastor criticou a ausência de governadores da direita que se colocam como opção a Bolsonaro na disputa pela Presidência da República em 2026.
“Cadê aqueles que dizem ser a opção no lugar de Bolsonaro? Cadê eles? Onde é que eles estão? Era para estarem aqui, minha gente. Sabe o que fica provado? Que, até aqui, Bolsonaro é insubstituível”, questionou Malafaia em seu discurso, sem citar nomes.
Tarcísio, como noticiou a coluna, não foi porque realizou um procedimento de saúde no dia. Além disso, o governador disse a aliados que não compareceu também por outros dois motivos.
