Acre tem redução de estupros e mortes violentas de jovens nos sete primeiros meses de 2025

O levantamento foi divulgado na manhĂŁ deste sĂĄbado pelo governo

Por Vitor Paiva, ContilNet 23/08/2025 Atualizado: hĂĄ 8 meses

O Acre apresentou redução de 17% nos casos de estupro e de 42% nas mortes violentas intencionais de pessoas de atĂ© 19 anos nos primeiros sete meses de 2025, em comparação com o mesmo perĂ­odo do ano anterior. Os dados sĂŁo da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança PĂșblica do Acre (Sejusp).

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Os casos de estupro caíram no estado/Foto: Reprodução

De acordo com o secretĂĄrio de Estado de Justiça e Segurança PĂșblica, JosĂ© AmĂ©rico Gaia, os resultados sĂŁo consequĂȘncia da atuação conjunta das forças de segurança. “Esses avanços sĂŁo fruto da atuação integrada de todas as forças que compĂ”em o Sistema Integrado de Segurança PĂșblica (Sisp). Temos reforçado o trabalho de inteligĂȘncia, ampliado as açÔes preventivas e investido na presença das forças de segurança nos territĂłrios mais sensĂ­veis”, afirmou. Ele acrescentou que “a cooperação entre PolĂ­cia Militar, PolĂ­cia Civil, Corpo de Bombeiros, Instituto Socioeducativo, Instituto de Administração PenitenciĂĄria e demais ĂłrgĂŁos do sistema tĂȘm sido fundamental para garantir mais segurança para nossas crianças e adolescentes”.

A queda nas mortes violentas segue uma tendĂȘncia registrada desde 2022, quando houve diminuição de 22%. Em 2024, a redução chegou a 25%. JĂĄ a redução nos casos de estupro marca uma inversĂŁo apĂłs anos de crescimento consecutivo nos registros.

A titular da Delegacia de Atendimento Ă  Criança e ao Adolescente VĂ­tima (Decav), Carla Fabiola Coutinho, ressaltou que os Ă­ndices sĂŁo reflexo de açÔes concretas. “A diminuição nos casos de estupro no estado do Acre nos mostra que as puniçÔes contra os agressores sexuais estĂŁo se efetivando, principalmente com a intensificação das prisĂ”es preventivas e condenaçÔes com relação a esse tipo de delito”, disse. Ela completou que â€œĂ© importante destacar que o aumento de açÔes concretas tanto na parte repressiva quanto em açÔes preventivas, como palestras e conscientização da sociedade, fazem a diferença para a redução dos Ă­ndices de violĂȘncia sexual de crianças e adolescentes”.

Apesar dos avanços, Gaia ressaltou que os desafios permanecem. “A redução dos nĂșmeros Ă© um indicativo de que estamos no caminho certo, mas nĂŁo podemos baixar a guarda. Vamos continuar avançando com polĂ­ticas pĂșblicas firmes e proteção integral Ă s nossas crianças e adolescentes”, concluiu.

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