O Acre apresentou redução de 17% nos casos de estupro e de 42% nas mortes violentas intencionais de pessoas de até 19 anos nos primeiros sete meses de 2025, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados são da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp).
Os casos de estupro caíram no estado/Foto: Reprodução
De acordo com o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, José Américo Gaia, os resultados são consequência da atuação conjunta das forças de segurança. “Esses avanços são fruto da atuação integrada de todas as forças que compõem o Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp). Temos reforçado o trabalho de inteligência, ampliado as ações preventivas e investido na presença das forças de segurança nos territórios mais sensíveis”, afirmou. Ele acrescentou que “a cooperação entre Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Instituto Socioeducativo, Instituto de Administração Penitenciária e demais órgãos do sistema têm sido fundamental para garantir mais segurança para nossas crianças e adolescentes”.
A queda nas mortes violentas segue uma tendência registrada desde 2022, quando houve diminuição de 22%. Em 2024, a redução chegou a 25%. Já a redução nos casos de estupro marca uma inversão após anos de crescimento consecutivo nos registros.
A titular da Delegacia de Atendimento à Criança e ao Adolescente Vítima (Decav), Carla Fabiola Coutinho, ressaltou que os índices são reflexo de ações concretas. “A diminuição nos casos de estupro no estado do Acre nos mostra que as punições contra os agressores sexuais estão se efetivando, principalmente com a intensificação das prisões preventivas e condenações com relação a esse tipo de delito”, disse. Ela completou que “é importante destacar que o aumento de ações concretas tanto na parte repressiva quanto em ações preventivas, como palestras e conscientização da sociedade, fazem a diferença para a redução dos índices de violência sexual de crianças e adolescentes”.
Apesar dos avanços, Gaia ressaltou que os desafios permanecem. “A redução dos números é um indicativo de que estamos no caminho certo, mas não podemos baixar a guarda. Vamos continuar avançando com políticas públicas firmes e proteção integral às nossas crianças e adolescentes”, concluiu.
