Botafogo se pronuncia sobre entrave entre John Textor e Eagle; confira

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O Botafogo publicou, na noite dessa segunda-feira (4/8), comunicado oficial sobre o entrave jurídico com a Eagle Football. Sócios da holding, que tem John Textor como parte do quadro, processaram a SAF do clube para impedir que o norte-americano tome decisões sem consultar a empresa.

Em nota, o Botafogo declara que deseja manter um diálogo amigável entre as partes e afirmou que buscou vias jurídicas após constatar a necessidade de reembolso ao clube. O Alvinegro ainda reforçou que não há nenhum plano para a diluição da participação de John Textor no Glorioso.

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O empresário estadunidense é dono da SAF do Botafogo

Reprodução/Globo

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Ruano Carneiro/Getty Images

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John Textor é o dono da SAF do Botafogo

Buda Mendes/Getty Images

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A Eagle Football moveu ação, na 2ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, contra John Textor, para impedir que o empresário tome decisões na SAF Botafogo a partir do dia 17 de julho. O Glorioso cobra empréstimos feitos ao Lyon, que atravessa crise financeira.

Confira a nota na íntegra:

A SAF Botafogo esclarece que sempre valorizou a colaboração dentro do ecossistema da Eagle Football e mantém o desejo de que essa parceria siga existindo, em benefício de todos os clubes que compõem o grupo.

Infelizmente, medidas adotadas por órgãos reguladores na França comprometeram o funcionamento dessa integração, resultando na interrupção dos acordos de cash pooling que vinham sendo benéficos para todas as partes. Diante deste cenário, tornou-se necessário formalizar, por vias legais, que o atual desequilíbrio financeiro entre as entidades aponta para a necessidade de reembolso à SAF Botafogo por valores anteriormente emprestados.

Além disso, algumas medidas corporativas foram adotadas, com o devido alinhamento junto ao nosso parceiro acionista, o Botafogo de Futebol e Regatas (BFR), visando permitir a entrada de novos aportes de capital no Clube, caso os reembolsos por parte da Eagle ou do Olympique Lyonnais (OL) não sejam viabilizados de imediato. Tais ações não tiveram caráter provocativo e a SAF Botafogo reconhece integralmente o direito de seu acionista majoritário de ter prioridade em qualquer oportunidade de investimento no Clube, antes que se considere a participação de investidores externos. Ressaltamos, porém, que tais investimentos não seriam necessários caso o OL consiga honrar com os reembolsos devidos.

Para fins de esclarecimento, destacamos que as ações societárias tomadas até o momento consistem apenas em autorizações legais e que não há, no presente momento, qualquer plano que vise à diluição da participação acionária do nosso sócio majoritário. Inclusive, tais medidas seriam necessárias para possibilitar que o próprio acionista majoritário realize novos investimentos.

Por fim, a SAF Botafogo reforça que qualquer eventual negociação envolvendo a venda de participação majoritária na sociedade, seja ela conduzida por John Textor ou por terceiros, deverá necessariamente passar por um processo de diálogo e negociação amigável com o atual sócio majoritário. Embora medidas judiciais e societárias possam ser interpretadas de maneira equivocada por parte da imprensa, é fundamental que nossos torcedores tenham plena ciência de que a SAF Botafogo segue tendo a Eagle Football como sua acionista controladora, e que esta, por sua vez, é majoritariamente controlada por John Textor. Reiteramos nosso compromisso para que todas as discussões envolvendo o futuro da SAF ocorram de forma transparente, responsável e respeitosa.