A ComissĂŁo Parlamentar Mista de InquĂ©rito (CPMI) que investiga fraudes em benefĂcios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou nesta terça-feira (26) requerimento para tomardepoimentos de todos os ex-ministros da PrevidĂȘncia Social e ex-presidentes do instituto e da Dataprev desde 2015, primeiro ano do segundo governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). A lista tambĂ©m engloba autoridades da atual gestĂŁo do presidente Luiz InĂĄcio Lula da Silva (PT) e das dos ex-mandatĂĄrios Jair Bolsonaro (PL)e Michel Temer (MDB).

CPMI do INSS aprova requerimento para ouvir todos os ex-ministros da PrevidĂȘncia desde 2015. Foto: Reprodução
A decisão de apurar irregularidades a partir de 2015 partiu de acordo entre parlamentares, que também concordaram hoje em eleger Duarte Jr. (PSB-MA) como vice-presidente da comissão. Jå escolhas de presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), e relator, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), na semana passada, significaram vitória da oposição para o comando da CPMI.
Aprovado por congressistas, o plano de trabalho do relator traz estratégias a serem usadas na comissão. Gaspar afirmou que fraudes desse tipo, com descontos indevidos em aposentadorias e pensÔes, possivelmente começaram em 1994, mas que a CPMI deve debruçar apenas sobre casos a partir de 2015.
Uma das linhas de investigação envolve identificar entidades associativas que cobraram ilegalmente mensalidades em pagamentos do INSS a beneficiĂĄrios. Trabalhos da comissĂŁo ainda preveem levantamento de denĂșncias de fraudes junto ao JudiciĂĄrio, MinistĂ©rios PĂșblicos, Defensorias PĂșblicas e polĂcias, visitas ao instituto, debates com especialistas e atuação conjunta com ĂłrgĂŁos investigativos.
Parlamentares tambĂ©m aprovaram pedidos de acesso Ă integra de investigaçÔes e inquĂ©ritos sobre fraudes no INSS na Controladoria-Geral da UniĂŁo (CGU), na PolĂcia Federal (PF), na Procuradoria-Geral da RepĂșblica (PGR) e no Supremo Tribunal Federal (STF).
Fraudes e prejuĂzos
As investigaçÔes tiveram inĂcio em abril, quando PF e CGU revelaram um esquema que cobrava mensalidades de aposentados e pensionistas sem autorização. Os desvios, ocorridos entre 2019 e 2024, foram estimados em R$ 6,3 bilhĂ”es.

