Ocorreu neste domingo (3/8), o encerramento do 17º Encontro Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros e nomes históricos da sigla. O evento lotou o auditório do Centro de Eventos e Convenções Brasil 21, localizado em centro de Brasília (DF).
Na entrada do local, apoiadores podiam posar ao lado de um totem de Lula, impresso em tamanho real. Militantes petistas usavam bonés com o slogan “O Brasil é dos brasileiros”, cunhado pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira. O bordão é uma resposta ao item ostentados pelos apoiadores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estampado com a frase Make America Great Again [Fazer a América grande novamente].
A propósito, quem tinha interesse em adquirir o boné “patriota” na loja do PT, precisava desembolsar R$ 60 — mesmo valor cobrado por camisetas. Apesar do preço, a peça esgotou antes mesmo do início do evento.



Boné “patriota” era vendido a R$ 60
Daniela Santos/Metrópoles
Ex-ministro José Dirceu tira foto com apoiadores
Daniela Santos/Metrópoles
Lula discursou durante evento com a militância petista
Hugo Barreto/Metrópoles
@hugobarretophoto
Hugo Barreto/Metrópoles
@hugobarretophoto
Jornal distribuído durante evento do PT
Daniela Santos/Metrópoles
Hugo Barreto/Metrópoles
@hugobarretophoto
Apoiadores tiram foto com totem de Lula
Daniela Santos/Metrópoles
Hugo Barreto/Metrópoles
@hugobarretophoto
Dirceu tietado
O encontro marcou a posse do novo presidente da legenda, Edinho Silva, junto aos dirigentes estaduais. Ao assumir o cargo, o ex-prefeito de Araraquara (SP) discursou sobre a necessidade de renovação do partido após Lula.
O evento também contou com a presença de nomes que já dirigiram o partido, entre eles, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. O político foi tietado por apoiadores, que o cercavam para pedir fotos e vídeos. Ao subir ao palco, a plateia o recebeu com gritos de “Dirceu, guerreiro do povo brasileiro”.
Durante o discurso, o presidente Lula também fez gestos a Dirceu, que foi alvo do escândalo do Mensalão e chegou a perder os direitos políticos. “Acho extremamente importante a volta do Zé Dirceu para a direção nacional do PT”, defendeu o presidente.
Um desses momentos, no entanto, foi de tensão. Uma mulher que trabalhava no evento passou mal e precisou ser socorrida por brigadistas. Dirceu estava ao lado da cena e gritou por socorro.
Leia também
-
Lula sobre aumento de deputados: “Não é disso que o Brasil precisa”
-
Lula fala em quarto mandato e diz que “não quer confusão” com os EUA
-
“Não nascerá outro Lula”, diz Edinho ao assumir presidência do PT
-
Lula participa de evento que dá posse a Edinho na Presidência do PT
Tarifaço em pauta
A tarifa de 50% aplicada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a produtos brasileiros também foi pauta durante o encontro do PT. A postura do republicano foi abordado nos discursos de Lula, Edinho e da ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.
Lula reafirmou não querer confusão com o presidente norte-americano e se mostrou aberto a negociar as tarifas. Ele também fez críticas ao deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por incentivar sanções a autoridades brasileiras.
Inclusive, no evento, foi distribuído um jornal estampado com os rostos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Eduardo e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), acompanhados da frase: “Inimigos do povo”.
Outro tema na pauta do evento foi o apoio à causa palestina. O embaixador Ibrahim Alzeben esteve presente e militantes distribuíram pulseiras nas cores preto, branco, verde e vermelho, que compõem a bandeira da Autoridade Palestina. Além disso, a primeira-dama, Janja Lula da Silva, vestia um lenço palestino em um gesto à causa.





