Ministros e assessores do Palácio do Planalto atribuem a um fator específico as recentes críticas públicas do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao presidente Lula.
Para assessores palacianos, Tarcísio teria atacado Lula como resposta por não ter sido citado como presidenciável na entrevista que o petista deu à Bandnews FM na terça-feira (12/8).
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Ricardo Stuckert
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto [esq.]/Celso Silva/Governo do Estado de SP/Divulgação [dir.]
Vinicius Passarelli/Metrópoles 
Lula e Tarcísio durante evento de publicação do edital Túnel Santos-Guarujá nesta quinta (27/2)
Vinicius Passarelli/Metrópoles
Tarcísio criticou Lula na quarta-feira (13/8), durante discurso no evento AgroFórum. Conforme noticiou o Metrópoles, o governador disse que o Brasil “não aguenta mais o Lula”.
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Na avaliação de auxiliares presidenciais, Tarcísio teria ficado incomodado pelo fato de não ter sido citado por Lula como presidenciável e, em resposta, criticou o petista, colocando-se no jogo.
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Em julho, a coluna noticiou que Lula e seus ministros foram orientados a evitar citar o nome de Tarcísio em seus discursos, mesmo que fosse para fazer ataques políticos ao governador paulista.
A estratégia, segundo fontes do Planalto, está baseada em pesquisas que mostram que Tarcísio ainda é pouco conhecido Brasil afora. Nesse cenário, os ataques de Lula poderiam alavancar o governador.
A entrevista de Lula
Na entrevista à Bandnews FM, Lula disse que, se decidir tentar a reeleição em outubro de 2026, vencerá o pleito. O petista também defendeu que “quanto mais candidatos de direita, melhor”.
Na mesma fala, o presidente mencionou nominalmente os governadores Ratinho Júnior (Paraná), Ronaldo Caiado (Goiás) e Romeu Zema (Minas Gerais) como potenciais presidenciáveis, mas não citou Tarcísio.
