Um levantamento divulgado pelo Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) revelou como está a realidade do trânsito em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal (DF). O estudo, chamado IRIS (Indicadores Rodoviários Integrados de Segurança), avaliou diversos critérios e mostrou que o Acre tem desempenho irregular, figurando bem em alguns aspectos, mas enfrentando sérios desafios em outros.
De acordo com o ranking, o Distrito Federal foi considerado o local mais seguro para dirigir, com 4 pontos de um total de 5 possíveis. Já o Amazonas aparece na última colocação, com apenas 1,86. O Acre, por sua vez, ficou em posição intermediária, com destaque positivo para a taxa de mortalidade no trânsito, mas pontuação zero em áreas como Vias Seguras e Normatização e Fiscalização.
Posição do Acre no ranking geral
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Vias Seguras: 0 pontos (um dos piores resultados do país)
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Segurança Veicular: 8,0 pontos (entre os melhores índices do Brasil)
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Vigilância e Atendimento às Vítimas: 3,4 pontos (abaixo da média)
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Normatização e Fiscalização: 0 pontos (sem avanço)
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Indicadores de Mortalidade: 8,3 pontos (bom desempenho)
Enquanto o DF lidera com 4,00 pontos, seguido pelo Rio Grande do Sul (3,86) e estados como Goiás, Paraná e Rio de Janeiro (3,71), a Região Norte aparece concentrando os piores resultados. Além do Amazonas, estados como Pará (2,14), Amapá, Maranhão e Roraima (2,29) estão entre os mais críticos.
O que o estudo considera
O IRIS analisou sete pilares do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans):
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Gestão da Segurança no Trânsito
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Vias Seguras
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Segurança Veicular
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Educação para o Trânsito
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Vigilância, Promoção da Saúde e Atendimento às Vítimas
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Normatização e Fiscalização
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Indicadores de Mortalidade
Segundo o Observatório, o fato de um estado ter menos infrações registradas não significa, necessariamente, que a segurança viária seja melhor. Muitas vezes, o baixo número reflete a falta de fiscalização.
Especialistas alertam para desigualdade regional
Para o ONSV, os números revelam um contraste evidente: o Centro-Oeste, o Sul e parte do Sudeste apresentam os melhores indicadores, enquanto o Norte concentra os piores resultados, incluindo o Acre.
“O objetivo é transformar os dados apresentados pelas unidades da Federação em informações que ajudem na gestão do trânsito e na criação de políticas mais eficazes”, destacou o Observatório.

