Início / Versão completa
Política

Assembleia da ONU vota a favor da criação de Estado palestino

Por CNN Brasil 13/09/2025 13:24
Publicidade

Nesta sexta-feira (12), a Assembleia Geral das Nações Unidas votou a favor, por ampla maioria, em uma declaração que delineia “medidas tangíveis, com prazo determinado e irreversíveis” em direção a uma solução de dois Estados entre Israel e o território palestino, antes de uma reunião de líderes mundiais.

Publicidade

Assembleia da ONU vota a favor da criação de Estado palestino. Foto: Reprodução

A declaração de sete páginas é o resultado de uma conferência internacional realizada na ONU em julho – organizada pela Arábia Saudita e pela França – sobre o conflito na Faixa de Gaza. Os Estados Unidos e Israel boicotaram o evento.

A resolução para aprovar a declaração recebeu 142 votos a favor e 10 contra, enquanto 12 países se abstiveram.

A votação ocorre antes de uma reunião de líderes mundiais no dia 22 de setembro – paralelamente à Assembleia Geral de alto nível da ONU – onde Reino Unido, França, Canadá, Austrália e Bélgica devem reconhecer formalmente um Estado palestino.

O que diz a declaração?

A declaração condena os ataques contra Israel por militantes palestinos do Hamas, que começaram no dia 7 de outubro de 2023 e desencadearam a guerra em Gaza.

O documento também condena os ataques de Israel contra pessoas inocentes e infraestrutura civil em Gaza, o cerco e a fome, “que resultaram em uma catástrofe humanitária devastadora e uma crise de proteção”.

O Ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noel Barrot, afirmou que a resolução garantiu o isolamento internacional do Hamas.

“Pela primeira vez hoje, as Nações Unidas adotaram um texto condenando-o por seus crimes e pedindo sua rendição e desarmamento”, disse ele em uma publicação no X.

A resolução foi apoiada por todos os Estados Árabes do Golfo. Israel e Estados Unidos votaram contra, juntamente com Argentina, Hungria, Micronésia, Nauru, Palau, Papua-Nova Guiné, Paraguai e Tonga.

A declaração afirma que a guerra em Gaza “deve terminar agora” e apoia o envio de uma missão internacional temporária de estabilização, mandatada pelo Conselho de Segurança da ONU.

Discordância dos de Israel e os EUA

Os Estados Unidos descreveram a votação como “mais um golpe publicitário equivocado e inoportuno” que minou esforços diplomáticos sérios para encerrar o conflito.

“Não se enganem, esta resolução é um presente para o Hamas”, disse o diplomata americano Morgan Ortagus à Assembleia Geral. “Longe de promover a paz, a conferência já prolongou a guerra, encorajou o Hamas e prejudicou as perspectivas de paz a curto e longo prazo.”

Israel, que há muito critica a ONU por não condenar o Hamas nominalmente pelos ataques de 7 de outubro, rejeitou a declaração como unilateral e descreveu a votação como um “circo”.

“Mais uma vez, ficou provado o quanto a Assembleia Geral é um circo político alheio à realidade: nas dezenas de cláusulas da declaração endossadas por esta resolução, não há uma única menção de que o Hamas seja uma organização terrorista”, escreveu o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Oren Marmorstein, em uma publicação no X nesta sexta-feira (12).

“O único beneficiário é o Hamas… Quando são os terroristas que aplaudem, você não está promovendo a paz; você está promovendo o terror”, disse o embaixador de Israel na ONU, Danny Danon.

O ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023 matou 1.200 pessoas e cerca de 251 foram feitas de reféns, segundo dados israelenses. Mais de 64.000 pessoas foram mortas desde então durante a guerra em Gaza, segundo autoridades de saúde locais.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.