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Polícia

Brasil tem um caso de envenenamento com evolução para internação a cada duas horas

Por CBN 08/09/2025 18:24
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O Brasil registrou um caso de envenenamento com evolução para internação a cada duas horas, segundo o levantamento da Associação Brasileira de Medicina de Emergência. Entre 2009 e 2024, o SUS contabilizou 3.461 casos de envenenamentos propositais causados por terceiros. No total, foram 45.511 atendimentos de emergência relacionados a intoxicações. A média é de 4.551 registros por ano ou 379 por mês.

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Recentemente casos como como o bolo contaminado com arsênio que matou quatro pessoas da mesma família, em dezembro de 2024, e a ceia de Réveillon no Piauí, que deixou cinco mortos no início deste ano. Teve ainda o caso do homem que morreu após comer um brigadeirão envenenado. Outras ocorrências envolveram um ovo de Páscoa envenenado no Maranhão e um açaí entregue em casa no Rio Grande do Norte, que matou uma bebê de oito meses.

Luiz Marcelo Ormond teria sido envenenado com brigadeirão feito pela namorada/Foto: Reprodução

Entre os casos que envolvem o envenenamento proposital, os casos estão ligados à raticidas e outros venenos contra pestes que não possuem certificação da Anvisa e são utilizados para o cometimento de crimes. Segundo a coordenadora do Comitê de Toxicologia da ABRAMEDE, Juliana Sartorelo, um dos maiores entraves do combate ao envenenamento proposital é a facilidade de acesso a produtos perigosos entrando de maneira irregular ao Brasil.

Os episódios acidentais mais comuns envolveram analgésicos e anti-inflamatórios, pesticidas, álcool e anticonvulsivantes, sedativos e hipnóticos. Ainda assim, boa parte dos registros aparece em categorias genéricas, como drogas ou substâncias químicas não especificadas.

A maior concentração de casos de envenenamentos ocorre entre jovens de 20 a 29 anos, com mais de 7 mil e 300 registros nos últimos anos. Mas, chama atenção a quantidade de crianças de 1 a 4 anos que também são vítimas de envenenamentos, chegando a 7.204. O sudeste é a região que lidera o número de casos de atendimentos de envenenamentos na rede pública, quase metade do total, liderado por São Paulo e Minas Gerais. No recorte de intoxicações propositais, o Sudeste também lidera com 1.513 internações.

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