A Câmara Municipal de Rio Branco aprovou, nesta terça-feira (2), o requerimento nº 241/2025 que pede o afastamento preventivo do superintendente da RBTrans, Clendes Vilas Boas. A medida, protocolada pela base aliada do prefeito Tião Bocalom, recebeu 12 votos favoráveis e apenas um contrário, o da vereadora Lucilene Vale (PP). O documento agora segue para apreciação do Executivo Municipal.

Lucilene Vale ocupa o cargo de vice-presidente da Comissão de Defesa e Proteção da Mulher da Câmara/ Foto: Ascom
Mesmo integrando a base do prefeito, Lucilene não assinou o requerimento. Segundo a parlamentar, não havia elementos suficientes para sustentar o pedido de afastamento.
“Não tivemos nenhuma prova concreta em mão, então eu jamais vou assinar algo no qual realmente não tenha nenhuma prova”, declarou.
Lucilene Vale ocupa o cargo de vice-presidente da Comissão de Defesa e Proteção da Mulher da Câmara.
Como votaram os vereadores presentes:
- Aiache – sim
- André Kamai – sim
- Bruno Moraes – sim
- Eber Machado – sim
- Elzinha Mendonça – sim
- Felipe Tchê – sim
- Fábio Araújo – sim
- João Paulo – sim
- Leôncio Castro – sim
- Lucilene Vale – não
- Samir Bestene – sim
- Zé Lopes – sim
Denúncias em investigação
As discussões na Câmara ganharam força após denúncias de assédio moral contra Vilas Boas feitas por servidores da RBTrans. Os relatos incluem supostas práticas de humilhação, pressões indevidas e condutas abusivas reiteradas.
SAIBA MAIS: Base consegue emplacar requerimento e câmara aprova afastamento preventivo de Clendes Vilas Boas
No dia 26 de agosto, a Comissão dos Direitos das Mulheres da Câmara aprovou um documento que foi encaminhado ao Ministério Público do Acre (MPAC). O órgão, por meio do promotor de Justiça Thalles Ferreira Costa, recomendou na última segunda-feira (1) que a Prefeitura e a chefia da RBTrans adotem medidas imediatas para apurar as denúncias, com abertura de sindicância e preservação de documentos administrativos.
Prefeito havia se posicionado
Apesar da recomendação do MPAC, o prefeito Tião Bocalom declarou recentemente que não afastaria o superintendente. Com a decisão unânime da Câmara, o Executivo agora deverá se manifestar sobre a medida aprovada pelos vereadores.
