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Mãe contesta acusações de ex e afirma que filho nunca foi impedido de ter contato com o pai

Por Vitor Paiva, ContilNet

A mãe do bebê de um ano envolvido na disputa de convivência com o estudante de Educação Física Henrique Santos contestou as acusações feitas pelo jovem em vídeo publicado nas redes sociais. Em mensagem enviada ao ContilNet, Luiza Ester afirmou que nunca afastou o filho do pai e que a versão divulgada pelo estudante não corresponde à realidade.

Na esquerda, o genitor da criança, enquanto na direita, a mãe junto ao filho e padrasto do bebê/Foto: Reprodução

Segundo ela, Henrique participou de momentos importantes, mas não manteve a constância com o passar do tempo. “Desde o momento em que eu estava morando em Rio Branco, ele sim comprou um enxoval, como ele fala no vídeo. Ele esteve no parto, porém, depois que o bebê nasceu, de início ele até estava muito interessado, mas com o tempo foi perdendo interesse”, disse.

Luiza relatou que ofereceu todas as condições para que o pai pudesse conviver diariamente com o menino.

“Eu falei para ele: agora você vai pegar ele, vai ficar um pouquinho com ele e depois você me traz. As nossas casas eram praticamente em frente uma da outra. Ele tinha a chance, se quisesse, de pegar todos os dias, quantas vezes quisesse. Porém, ele não fazia isso”, afirmou.

De acordo com a mãe, até mesmo quando o filho começou a dormir na casa do pai, a iniciativa não foi aproveitada. “De início, liberei poucas vezes porque ele ainda mamava à noite. Quando o bebê se acostumou, ele não queria pegar direto. Ele dizia que estava cansado. Mas eu também estava cansada, eu era mãe, tinha noites que quase caía com ele no colo de tanto cansaço. Ser mãe é esgotante, mas é bom. Ele teve a chance e não aproveitou”, relatou.

Ela também explicou que, antes de deixar o Acre, comunicou a mudança. “No dia anterior de eu ir embora, eu falei: amanhã estou indo, se você quiser pode vir ver ele, pode se despedir, pode pegar. Meu esposo deu a chance de conversar, de conhecer a pessoa que ia cuidar do filho dele. Ele não quis conversar, não quis conhecer, só disse que seria resolvido na Justiça”, afirmou.

Entenda o caso: No Acre, pai faz apelo nas redes sociais para conseguir ver o filho: ‘Estão tentando tirar ele de mim

Luiza negou as acusações de que dificulta ligações. “Quando é possível, eu atendo. Eu cuido de uma criança de um ano, não é só sentar e deixar ele do lado. É cuidar, brincar, dar comida, trocar, evitar que se machuque. Não consigo atender todas, mas atendo quando dá. Ontem mesmo teve ligação com a tia e provavelmente hoje vai ter com a avó. Então não é verdade que eu impeço contato”, disse.

Ela também rebateu falas de Henrique sobre humilhações. “Ele fala que é chamado de pobre, que é chamado de preto, mas isso nunca aconteceu. Ele mesmo se chama de pobre. Nós nunca falamos isso. O que houve foi chamá-lo de coitado por atitude. Os vídeos dele mostram isso. Nunca houve ameaça, nunca houve humilhação”, afirmou.

Apoio financeiro

Quanto ao apoio financeiro, Luiza explicou que a contribuição não cobre os gastos do filho. “Ele manda de R$150 a R$200 por mês. Teve mês, raramente, que mandou R$400, mas foi milagre. O gasto do bebê é em torno de R$600 por mês só de fralda e leite. O combinado era que ele pagasse isso, mas não cumpre. Não posso dizer que ele não manda nada, mas é uma ajuda pequena. Se não fosse o meu marido, teria faltado”, declarou.

Luiza afirmou que a saída de Rio Branco foi legal e transparente. “Eu não arranquei meu filho de lugar nenhum, não sequestrei. Foi tudo judicialmente legal. Ele tem meu endereço, eu já falei que a qualquer momento pode vir aqui e pegar o filho. Mas eu não vou ficar levando. Esse papel é do pai. Se ele quer ver, que venha. Ficar falando em internet é fácil, difícil é agir”, disse.

A mãe acrescentou que o filho é bem cuidado pelo padrasto e pela família. “Meu esposo é um excelente padrasto. Ele cuida, brinca, passeia, nunca deixa faltar nada. O menino tem uma vida, não está sofrendo, não está impedido de ver o pai. O pai não é impedido. Ele pode vir quando quiser, mas precisa ter atitude”, ressaltou.

Ela disse ainda que evita expor a criança, mas decidiu se pronunciar diante da repercussão. “Eu não quero ser exposta, não quero expor meu filho. Ele tem apenas um ano, ainda nem sabe falar pai, não entende o que é isso. Não tem como eu enfiar na cabeça dele que outra pessoa é pai. Só quero que a verdade venha à tona, porque não sou sequestradora. Meu filho sempre morou comigo, sempre foi cuidado por mim. Eu só quero paz”, concluiu.

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