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Pai de santo estupra menina virgem em terreiro e coloca a culpa nela

Por Metrópoles 09/09/2025 00:36 Atualizado em 09/09/2025 00:36
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O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ofereceu denúncia contra um pai de santo acusado de estuprar uma adolescente de 13 anos que chegou a sofrer sangramentos abundantes após ter a virgindade arrancada de forma violenta dentro de um terreiro. A Justiça acolheu a denúncia e transformou o religioso em réu nessa segunda-feira (8/9).

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A violência começou um pouco antes de 2016, quando o líder espiritual comeu o primeiro abuso. Já em 2023, a vítima, que cresceu frequentando o centro religioso onde as violências ocorreram, compareceu à delegacia e relatou os detalhes angustiantes da sua experiência.

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Segundo a denúncia do MP, a vítima começou a frequentar o terreiro acompanhada dos pais, que também eram membros da comunidade. De acordo com a apuração, o pai de santo se aproveitou da familiaridade que a jovem tinha com o local para iniciar um processo de aliciamento. Ele teria utilizado essa relação de confiança para convincentemente enganá-la, apresentando-se como uma figura de autoridade espiritual.

Ataques e manipulação

A primeira abordagem do autor ocorreu em julho de 2016, durante o período de férias escolares da adolescente. Em suas declarações, a vítima mencionou que o pai de santo passou a aliciá-la, convencendo-a a praticar atos sexuais. “Eu estava desconfortável”, afirmou a jovem ao relatar um dos momentos em que alertou o autor sobre sua preocupação, mas, segundo ela, ele não só ignorou seu descontentamento, como persistiu no ato.

O relato aponta que a jovem ficou “extremamente confusa” após a primeira relação sexual, sentindo dores e percebendo um sangramento, o que a levou a questionar o autor sobre a normalidade da situação. A resposta do pai de santo — “isso é normal” — apenas aumentou a confusão e o medo da menina.

 Envolvimento Familiar

Depois de ser forçada a ter duas relações sexuais com o autor, a vítima decidiu que era hora de contar à sua mãe, que se tornou uma testemunha crucial na sequência dos eventos. A mãe, alarmada com os relatos da filha, procurou a avó do pai de santo para relatar os abusos, mas não se lembrou de qualquer ação concreta tomada por ela. O que se seguiu foi uma reunião no centro religioso com familiares do pai de santo e da adolescente.

Durante esta reunião, familiares do pai de santo desmereceram o relato da jovem e tentaram afastar qualquer culpa do autor, alegando que “a vítima também quis”. Essa pressão familiar e a dinâmica relacional da comunidade religiosa pareceram silenciar a adolescente e sua mãe, que, intimidadas, hesitaram em tomar medidas legais.

Perseguições e intimidação

Após esses acontecimentos, a situação da jovem se agravou. O autor passou a persegui-la na escola, enviando mensagens via WhatsApp que detalhavam suas vestimentas e os amigos com quem ela andava. Esse comportamento de controle e intimidação fez com que a menina sentisse perigo constante. Em uma das mensagens, o pai de santo afirmou ter “olhos espalhados por Sobradinho”.

Além disso, a esposa do autor começou a frequentar o mesmo centro religioso que a vítima. Embora inicialmente parecesse criar um laço de amizade, esse relacionamento rapidamente se tornou uma nova forma de manipulação e controle. A aproximação serviu para manter a jovem sob vigilância, exacerbando ainda mais sua sensação de desamparo e medo.

Agora como réu, o pai de santo será julgado pelo crimes sexuais pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

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