Edvaldo provoca bolsonaristas após ligação de Trump a Lula: “Quem traiu o país vai amargar”

O parlamentar classificou o episódio como um fato de “repercussão internacional”

O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB), líder da oposição na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), comentou nesta terça-feira (7) o telefonema feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O parlamentar classificou o episódio como um fato de “repercussão internacional” e afirmou que o gesto representa o reconhecimento da postura soberana do Brasil nas relações diplomáticas.

Edivaldo Magalhães é líder da oposição na Aleac/Foto: Juan Diaz/ContilNet

“Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Trump, pegou o telefone e ligou para o presidente Lula. Essa iniciativa dele traz uma grande reflexão. Aqueles que ainda estão cegos pelo extremismo e pelo bolsonarismo doentio deveriam pensar muito sobre isso. O que foi premiado ontem foi a altivez, a defesa do país, a soberania nacional”, declarou Magalhães em plenário.

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Durante o discurso, o parlamentar também criticou os que, segundo ele, “traíram a pátria” ao pedirem intervenção ou sanções internacionais contra o Brasil.

“Aqueles que foram aos Estados Unidos pedir sanções contra o próprio país ficaram, como diz minha mãe, com a cara de tacho. O episódio mostrou que quem defende o Brasil é respeitado. O leão do norte, que sempre rugiu forte, desta vez ligou pedindo reabertura das negociações com o Brasil”, ironizou.

Magalhães concluiu seu pronunciamento destacando que a política externa deve estar acima de disputas ideológicas, e que o diálogo entre nações é essencial para o fortalecimento da economia.

“Os americanos estão pagando mais caro pelo café da manhã porque falta o café e a carne brasileira. É de economia que se trata, não de ideologia maluca. A roda da história gira, e quem traiu o país vai amargar a derrota”, finalizou.

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