O governo dos Estados Unidos afirmou nesta quarta-feira (15) que o aumento de tarifas sobre produtos importados do Brasil estĂĄ diretamente relacionado a âpreocupaçÔes extremasâ com a situação da liberdade de expressĂŁo e dos direitos humanos no paĂs.
Durante coletiva de imprensa em Washington, o representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, explicou que dos 50% de taxa aplicados aos produtos brasileiros desde agosto de 2025, 40% estĂŁo ligados a questĂ”es polĂticas e judiciais, e 10% correspondem Ă tarifa recĂproca que âtodos os paĂses utilizam para controlar o dĂ©ficit comercial globalâ.
Sem citar nomes, Greer afirmou que âum juiz brasileiro tomou para si responsabilidades de ordenar que empresas dos EUA se autocensurem, emitindo ordens secretas para gerenciar o fluxo de informaçÔesâ. Ele tambĂ©m mencionou preocupaçÔes com âo Estado de Direito em relação a oponentes polĂticos no Brasilâ.

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Ao lado dele, o secretĂĄrio do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que houve âdetenção ilegal de cidadĂŁos americanos que estavam no Brasilâ, reforçando o discurso de preocupação com a atuação do JudiciĂĄrio brasileiro.
As declaraçÔes ocorrem um dia antes da reunião entre o Brasil e os Estados Unidos para tentar reverter o tarifaço. O encontro entre o chanceler Mauro Vieira e o secretårio de Estado americano Marco Rubio estå previsto para esta quinta-feira (16), conforme confirmou o presidente Luiz Inåcio Lula da Silva (PT).
O presidente Donald Trump tambĂ©m se pronunciou, citando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e afirmando que âautoridades brasileiras estĂŁo perseguindo um ex-mandatĂĄrio eleitoâ. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, atualmente mora nos EUA e vem articulando medidas contra decisĂ”es do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi denunciado pela Procuradoria-Geral da RepĂșblica (PGR) por suposta coação no curso de processo.
Fonte: MetrĂłpoles
âïž Redigido por ContilNet


