A falta de energia pode ter várias causas, desde noites mal dormidas e estresse excessivo até deficiências nutricionais, desequilíbrios hormonais e alterações intestinais. Quem afirma isso é a nutricionista Ingrid Albuquerque. Segundo ela, quando o intestino não está funcionando bem, por exemplo, há menor absorção de nutrientes e queda na produção de neurotransmissores, como a serotonina e a dopamina, que influenciam diretamente o humor e a disposição.
É importante salientar que dietas muito restritivas, sedentarismo, desidratação e consumo excessivo de ultraprocessados também podem deixar o corpo mais “lento” e sem vitalidade. “Quando a alimentação é pobre em nutrientes, especialmente vitaminas do complexo B, ferro, magnésio e proteínas, o metabolismo desacelera e a produção de energia celular cai”, diz à coluna.
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“Por outro lado, quando o intestino está saudável e a alimentação é equilibrada, rica em alimentos naturais, fontes de proteínas magras, gorduras boas e carboidratos complexos, o corpo responde com mais disposição física e mental”, pontua a profissional.
Alimentos e bebidas que dão energia
De acordo com a especialista, carboidratos complexos (aqueles ricos em fibras), como aveia, batata-doce, inhame, arroz integral e quinoa, fornecem energia de forma gradual e estável, evitando picos e quedas de glicose que causam cansaço e sonolência. Já as gorduras boas, como abacate, castanhas, azeite de oliva e sementes de chia, linhaça, abóbora e gergelim, ajudam a absorver as vitaminas lipossolúveis, a estabilizar o humor e melhorar a concentração.



A falta de energia pode ter várias causas, desde noites mal dormidas e estresse excessivo até deficiências nutricionais, desequilíbrios hormonais e alterações intestinais
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A alimentação pobre em nutrientes também podem deixar o corpo mais “lento” e sem vitalidade
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Quando o intestino está saudável e a alimentação é equilibrada, rica em alimentos naturais, fontes de proteínas magras, gorduras boas e carboidratos complexos, o corpo responde com mais disposição física e mental
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Proteínas magras, a exemplo de frango, peixe e ovos, são fontes de aminoácidos que ajudam na produção de neurotransmissores (como serotonina, dopamina e noradrenalina) ligados ao bem-estar, motivação e foco.
“A banana, por sua vez, é rica em potássio, triptofano e vitaminas do complexo B, que ajudam na produção de energia e serotonina, reduzindo o cansaço muscular e mental”, acrescenta.
O cacau puro, ainda, conta com teobromina e magnésio, que estimulam o sistema nervoso e melhoram a circulação cerebral. “Dá um ‘up’ no ânimo sem causar dependência, como a cafeína”, aponta a nutricionista.
Enquanto isso, os vegetais verde-escuros, caso do espinafre, couve e brócolis, são fontes de ferro e magnésio, importantes para o transporte de oxigênio e a função muscular.



As proteínas magras são fontes de aminoácidos que ajudam na produção de neurotransmissores
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A banana é rica em potássio, triptofano e vitaminas do complexo B
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O cacau puro conta com teobromina e magnésio
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Leguminosas, como feijão, lentilha e grão-de-bico, combinam ferro, magnésio e carboidratos complexos, que sustentam a energia por mais tempo. Já o café e o chá verde contêm cafeína e catequinas, que estimulam o sistema nervoso central e aumentam o estado de alerta. Mas Ingrid faz uma observação:
“Muitas pessoas acham que cafeína aumenta a energia, mas na verdade não é bem isso. O que fornece energia é caloria. O que a cafeína faz é aumentar a adrenalina, neurotransmissor que faz nosso corpo entrar em estado de alerta, levando mais sangue para nossas extremidades (cabeça, membros superiores e inferiores). Isso aumenta a chegada de sangue, nutriente e oxigênio nesses locais, fazendo com que haja uma diminuição da fadiga, que é confundida com aumento da energia. Ou seja, ao invés de ganhar mais energia, na verdade, demora mais para cansar”.
Em caso de sensação de cansaço ou falta de disposição, o ideal, segundo a expert, é procurar um nutricionista, que pode avaliar deficiências alimentares, o funcionamento intestinal e ajustar o plano alimentar. “Em algumas situações, pode ser necessário também o acompanhamento de um médico endocrinologista para investigar alterações hormonais, problemas na tireoide ou outros desequilíbrios”, frisa.
“O mais importante é não ignorar o sintoma: a fadiga constante é um sinal de que o corpo está pedindo atenção. Não normalize o desconforto!”, aconselha.
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