Lewandowski diz que governo não foi avisado de ação no Rio; Andrei afirma que PF sabia

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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, disse que o governo federal não foi avisado sobre a megaoperação do Rio de Janeiro que deixou 132 mortos, nessa terça-feira (28/10).

Ao lado de Lewandowski, porém, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, informou que a PF foi comunicada a “nível operacional”, mas avaliou que não era atribuição da corporação. As declarações foram dadas na porta do Palácio da Alvorada, nesta quarta-feira (29/10).

Veja:

“Houve contato anterior do pessoal da inteligência da Polícia Militar com nossa unidade do Rio de Janeiro para ver se haveria alguma possibilidade de aturamos em algum ponto nesse contexto. A partir da análise do planejamento operacional, a nossa equipe entendeu que não era operação razoável para que a gente participasse”, disse o diretor-geral da PF.

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Em seguida, Lewandowski assumiu o púlpito em frente aos jornalistas e afirmou que “a comunicação entre governantes, governador do estado e governo federal tem que se dar a nível de autoridades de hierarquia mais elevada”. “Uma operação deste nível, deste porte não pode ser acordada no segundo ou terceiro escalão”, declarou.

Questionado pelos repórteres, que insistiram na declaração anterior de que a PF foi informada, o ministro disse: “Não, ela [a PF] foi comunicada de alguns detalhes dos planos que estavam sendo engendrados no Rio de Janeiro”.

Depois, Andrei voltou a dizer que “houve contato a nível operacional informando que haveria grande operação e se a Polícia Federal teria alguma possibilidade de atuação na sua área no seu papel”.

“A nossa equipe do Rio de Janeiro, a partir da análise geral do planejamento (não tivemos detalhes), entendemos que não era o modo que a Polícia Federal atua, o modo de fazer as operações. O colega do Rio de Janeiro informou ao seu contato operacional que a Polícia Federal segue seu trabalho de investigação, de Polícia Judiciária, fazendo trabalho de inteligência, mas naquela operação, que era do estado, tinha mais de 100 mandados para cumprir, do estado do Rio de Janeiro, nós não teríamos nenhuma atribuição legal para participar e, portanto, não fazia sentido a nossa participação”, disse.

Andrei afirmou, ainda, que a deflagração da operação não foi comunicada.